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Artigos - 07/02/2017 - 08h30

Pequena Jornada na Laguna dos Patos




Fotos: Divulgação










Por Hiram Reis e Silva (*)

 Hiram Reis e Silva, Bagé, RS, 06 de fevereiro de 2017.

Coplas de Saudade

(Adair de Freitas)

 

É quando o Sol vem acordar o Sul do mundo

Ou nos ocasos prenunciando noites largas

Que esta parceira que invade o peito despacito

E corta mais que o aço frio das adagas. [...]

 

É nessas horas em que as léguas se apequenam

Pois não há nada mais veloz que o pensamento

Que estou distante mas minha alma está lá fora

Asas libertas pra voar aos quatro ventos. [...]

Em janeiro de 2014, fomos convidados a prestar apoio fluvial aproximado ao amigo Leandro Fraga ‒ o “Raí”, que projetara atravessar o “Mar de Dentro” (Laguna dos Patos), pela margem Oriental, sua margem mais hostil, pilotando uma prancha de Stand Up Pladdle.

O “Raí” pretendia percorrer o trajeto desde a “Raia 1”, na Pedra Redonda ‒ Porto Alegre, RS, até a praia do Cassino singrando parte do Rio Guaíba e a Laguna dos Patos. A inédita jornada enfrentaria as adversas condições climáticas, ventos fortes e grandes ondas características da Laguna. Não satisfeito com o ineditismo da proeza, pretendia quebrar dois recordes: remar 65 km sem pernoite e navegar 470 km, com a previsão de chegada, na praia do Cassino, entre os dias 17 e 18 de janeiro, um total de duas semanas de remadas pela Laguna dos Patos. A incursão foi interrompida drasticamente quando um ciclone extratropical provocou o naufrágio do veleiro “Ana Claci”, de propriedade do Comandante Pastl, no Porto do Barquinho, Mostardas, RS, que também prestava apoio ao atleta.

Vídeo: www.youtube.com/watch?v=aTDGnzrWaOc

Artigo: www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=69502&cat=Artigos&vinda=S

Neste ano de 2017, o Raí pretende circunavegar, durante 40 dias, a Laguna dos Patos e Lagoa do Casamento, num total aproximado de 1.000 km. Infelizmente os adiamentos continuados na data da partida e compromissos inadiáveis com a edição dos livros de minha antologia “Descendo o Amazonas I, II, III e IV” impediram-me de acompanhá-lo.

Arambaré ‒ Fazenda Flor da Praia ‒ (30.01.2017)

Helmo de Freitas, o “Carijó Cantador”, nascido na Fazenda Flor da Praia, às margens da Laguna dos Patos, Município de Camaquã, foi sempre uma figura destaque nos festivais sulistas. O “Carijó” é pesquisador, letrista, musicista e intérprete de suas próprias composições.

Lagoa Verde Azul

(Helmo de Freitas - Carijó)

www.youtube.com/watch?v=52ey-bVloMk

 

O medo de andar solito, ouvindo vozes e grito

E até de barco em apito, na sua imaginação

Olhos esbugalhados de moleque assustado

Olhando aquele mar bravo ora doce, ora salgado

Num temporal de verão [...]

 

Na noite da lua cheia, a gente sentava na areia

Pra ver se ouvia a sereia entre as ondas cantando

E hoje eu volto ali no lugar onde vivi

Onde nasci quando guri, me olho Laguna em ti

E me enxergo chorando.

Parti do Clube Náutico Arambaré (30°54’38,01” S / 51°29’47,50” O), às 05h30. Como só começou a clarear pelas 06h10, eu aproveitava as bruxuleantes luzes da orla para me orientar e afastar da rebentação. Os ventos tinham amainado sua impetuosidade, desde a tarde de ontem, e sopravam a uns 15 km/h formando ondas de través de até 1,20 m. O deslocamento foi tranquilo apesar da minha falta de treino.

Aportei, por uma meia hora, na tradicional falésia das velhas amigas figueiras (31°01’36” S / 51°29’10” O), telefonei, como de hábito, para a Rosângela e me hidratei. Parei na Ponta D. Maria (31°05’16’’ S / 51°26’19’’ O), repetindo novamente, a tradicional rotina. Após a Ponta D. Maria, graças a um salutar giro na rota, a costa bloqueava um pouco a ação dos ventos que agora vinham de popa impulsionando o “Argo II”. Fiz mais uma rápida parada antes de atingir meu objetivo, próxima a um canal de irrigação.

Aportei na Fazenda Flor da Praia às 12h58. O filho do proprietário autorizou sem restrições que eu me alojasse no galpão e me orientou que procurasse as chaves com o “Alemão”.

Há um velho ditado da caserna que aponta dois grandes problemas comuns à maioria dos quartéis; as chaves e alguns dos seus Cabos. As chaves por que às vezes não retornam ao claviculário e certos Cabos que vivem ponderando que os serviços mais simples a eles atribuídos poderiam ser executados pelos soldados ao passo que as tarefas mais complexas deveriam ser cumpridas pelos Sargentos.

Chaves

 

Em São Gabriel, RS, no 6° BECmb, a chave da porteira dos fundos do quartel, que permitia acesso ao Rio Vacacaí, para operações de pontagem era extraviada sistematicamente até que um colega de turma, na época, Aspirante a Oficial Tubino, da Companhia de Engenharia de Pontes, resolveu o até então insolúvel problema, determinando a confecção de um enorme chaveiro de madeira de uns 25 x 40 cm ‒ graças a esta medida nunca mais se extraviou a maldita chave.

Cabos

Faço aqui uma ressalva aos bons Cabos a pedido do meu ex-Cabo Viera, hoje consagrado trovador nativista.

Na década de 70, no 9° BECnst, o Cabo Gallo comandou, com rara competência, uma equipe de terraplenagem de mais de 120 homens na implantação do trecho comum das BR-364/163. Quando chefiei o C Infor 3 e 1° CTA em Porto Alegre, RS, tive à minha disposição um dos melhores plantéis de Cabos de todo o EB. Sem desmerecer os demais, cito o caso do então Cabo Carvalho que ministrou com brilhantismo um curso de informática para oficiais e graduados do HGPA. Nas minhas infindas jornadas amazônicas, no Rio Amazonas, Madeira, Tapajós e Juruá o Cabo Mário, Comandante das embarcações de apoio (Piquiatuba, Mirandinha e Delta), foi o esteio fundamental para que eu alcançasse todos os objetivos propostos com a máxima segurança e o maior conforto que a situação permitia.

Desculpem-me a prolixidade, tudo isso foi para dizer que a tal da chave do alojamento só apareceu por volta das 16h00. Montei acampamento, barraca, colchão de dormir, tomei um banho, aproveitando para lavar a roupa, estendi meus trapos em um varal improvisado, engoli massa crua com sardinha e fui esticar as pernas antes de me recolher. O celular não opera na Flor da Praia.

1° Dia          =   42,0 km.

Total Parcial  =   42,0 km.

Fazenda Flor da Praia ‒ Iate Clube São Lourenço (31.01.2017)

Acordei às 04h45 e comecei a arrumar as tralhas com vagar. Carreguei o caiaque e antes de partir, às 06h00, deixei minha faca de presente para o Alemão junto com a chave do galpão, debaixo de um tronco de madeira, conforme havíamos acordado. O alemão foi extremamente gentil ontem buscando a chave com o tal do Vanderlei. Resolvido o problema da chave, ele se esmerou em tornar minha estadia a mais confortável possível.

Um diáfano lusco-fusco mostrava pouco a pouco o contorno da superfície levemente ondulada da Laguna, o deus Eolo ainda dormitava laguidamente. À medida que o horizonte ganhava, progressivamente, cores, os ventos se intensificavam. Afastei-me da costa procurando evitar a rebentação. Ondas pachorrentas de mais de 2,5 m embalavam ternamente o “Argo II”. Volta e meia eu avistava alguns “carneirinhos” denunciando bancos de areia forçando-me a me afastar da costa. Depois de o Sol surgir, por volta das 06h52, podia-se identificar a presença dos bancos pela coloração que sua areia emprestava às águas. Por volta das 07h00, na altura do IRGA, as grandes ondas de través começaram a quebrar perigosamente investindo de bombordo, forçando-me a buscar a segurança da costa. O cuidado com a rebentação continuava e eu atento ia ziguezagueando.

Por volta das 09h00, aproximei-me da Ponta do Vitoriano onde procurei temporariamente a calmaria proporcionada pela baía para recuperar o fôlego. Logo que abandonei a quietude da baía, remando rumo Norte enfrentei ventos fortes vindos de proa. Ao chegar à extremidade Noroeste da Ponta do Vitoriano os ventos e as ondas me empurraram contra a praia, meu leme muito largo funcionava como uma vela travando a progressão, o leme cravou na areia impedindo que eu manobrasse e uma pequena onda de meio metro virou o caiaque que encheu d’água. O cansaço e o espírito desarmado pela breve serenidade da Baía do Vitoriano tinham certamente contribuído para o caótico desfecho. Arrastei o “Argo II” para a margem e estava secando-o quando apareceu um gauchinho montando seu matungo que de longe acenou e se mandou.

Lembrei-me imediatamente do meu cantor e compositor nativista preferido, Adair de Freitas, e sua linda canção “De Já Hoje”.

De Já Hoje

(Adair de Freitas)

www.youtube.com/watch?v=yIkwuAV3JLs

 

De já hoje quando ao tranco fui chegando

Na porteira que eu abria quando piá

Vi gaúchos que me olharam de soslaio

Nem ao menos “buenos dia” hoje se dá.

 

Não vi pasto no potreiro rebolcado

Nem caseiro pra gritar “passe pra diante”

Não vi erva pro gaúcho tomar mate

Nem um resto de churrasco pro andante.

Fiz nova investida sem colocar a saia no caiaque, o curto intervalo entre as ondas não me permitiriam colocá-la, sem risco. Logo que me afastei uns 100 m da costa fui assaltado por “Três Marias”, a primeira encheu o cockpit com um terço de água, a segunda com completou 2/3 e a terceira até a boca. Manobrei com dificuldade e cheguei, novamente, até a praia, esvazie parcialmente o cockpit, coloquei-lhe a saia e à sirga contornei o Banco do Vitoriano.

Naveguei um quilômetro e aportei para concluir a secagem do caiaque. Subi em um pequeno cômoro e tentei telefonar para a Rosângela e nada. Eram 09h12, eu tinha navegado apenas 16 km, o imbróglio do Vitoriano custou-me uma hora preciosa. Parti com forças renovadas e entusiasmado com a possibilidade de os ventos de popa me impulsionarem. Apontei para a Barra Falsa do Rio Camaquã e remei vigorosamente.

Os ventos de popa permitiam que eu, volta e meia, surfasse a 11 km/h. A técnica consistia em aguardar a aproximação das “Três Marias”, deixar passar a primeira e, eventualmente a segunda, cravar a proa do “Argo II” jogando o corpo para a frente e surfar por uns 50 m, mantendo a inclinação adequada do caiaque graças a um sutil jogo de cintura. Considerando os 5,12 m de comprimento, 24 kg de peso, 0,60 m de largura e carga plena era um resultado bastante satisfatório. A progressão era rápida.

Ao me aproximar da primeira Boca do Camaquã, uma brisa gelada golpeou-me as costas e senti uma intensificação dos ventos. As nuvens escuras à minha retaguarda eram as responsáveis pelo fenômeno. As ondas passavam agora de 1,5 m e, com receio de que elas viessem a avolumar perigosamente, fui acostando “despacito no más”. Depois de meia hora os ventos e a temperatura voltaram ao normal. Mais adiante as mesmas nuvens provocaram nova queda da temperatura e mudaram a direção dos ventos que vinham agora de NO, as ondas golpeavam vigorosamente a alheta de Boreste do caiaque que, graças ao seu grande leme, manteve a estabilidade inalterada. Também durou pouco este evento. As Bocas do Camaquã são muito assoreadas e minha atenção, então, voltou-se para os “carneirinhos” e bandos de aves (gaivotas, talhas-mares, trinta-réis e biguás) pousadas nos baixios da Laguna.

Contornei a Ponta do Quilombo, às 13h45, afugentando dezenas de cágados que dormitavam indolentemente na praia. A Ponta ficava a apenas 11,6 km do meu destino. Hidratei-me, contatei a Rosângela e informei-lhe que aportaria no Iate Clube São Lourenço, às 15h30.

Pontualmente às 15h30, aportei no Iate Clube onde fui recebido com a tradicional cortesia pelo Comodoro Raul e demais membros do Clube. À noite, depois de digitar o diário de bordo, estava me recolhendo para o pernoite quando fui convidado pelo Sr. Paulo Ribeiro de Freitas, ex-Comodoro do Iate Clube São Lourenço (“brechinha”), para participar de um churrasco entre amigos. Foram agradáveis momentos de descontração com pessoas de fino trato. Por volta das 23h30, pedi permissão para me recolher, pois precisava acordar às 05h00.

1° Dia          =   42,0 km.

2° Dia          =   52,0 km.

Total Parcial  =   94,0 km.

Iate Clube São Lourenço ‒ Fazenda Soteia (01.02.2017)

Não consegui relaxar e passei grande parte da noite acordado. De manhã aprontei as tralhas e acomodei-as no caiaque. Parti às 06h15 com destino à Fazenda Soteia, um tiro bastante curto de apenas 30 km. Um Sol preguiçoso, prenunciando canícula, surgiu no horizonte às 06h53. Às 07h40, as nuvens acobertaram o astro-rei tornando a temperatura extremamente agradável e ventos de 5 km/h impulsionavam ternamente o “Argo II” ‒ condições ideais para se navegar. Fiz duas paradas, de uns 45 minutos, para documentar, mais uma vez, os estragos da cheia de outubro de 2015.

Aportei, às 11h00, na Fazenda Soteia (31°37’52” S / 52°00’57” O). Imediatamente meu amigo Agenor (mais conhecido como Catarina) me recebeu de braços abertos e colocou à minha disposição um belo salão (com luz elétrica) e banheiro. Tinha conseguido manter minha tradicional velocidade média, nas “CNTP” de 7,5 km/h. Aprestei meu caiaque, tirei algumas fotos, tomei um bom banho e passei a tarde conversando com o Catarina.

1° Dia          =   42,0 km.

2° Dia          =   52,0 km.

3° Dia          =   30,0 km.

Total Parcial  =  124,0 km.

Fazenda Soteia ‒ Praia do Laranjal, Pelotas, RS (02.02.2017)

 

Como sempre acordei antes do despertador, arrumei e embarquei as tralhas no caiaque e fiquei aguardando clarear um pouco. Parti às 06h20, com tempo bom e ventos fracos. Embalado por ternas ondas o “Argo II” flutuava languidamente pelas águas. Às 06h47, falei com a Rosângela, de cima de um cômoro avisando que chegaria antes das 11h00.

Aportei, às 07h41, na Ponta da Feitoria (31°41’36” S / 52°02’22” O), contatei novamente a Rosângela, e parti para meu último lance de apenas 15 km até a praia da Pousada do Totó (31°43’15” S / 52°11’27” O). O movimento de fieis para a Colônia de Pescadores Z3 (31°42’04” S / 52°09’18” O) era intenso. Todos querendo participar da 86ª Festa de Nossa Senhora dos Navegantes. Fui resgatado pela Rosângela e nos deslocamos para Bagé.

1° Dia          =   42,0 km.

2° Dia          =   52,0 km.

3° Dia          =   30,0 km.

4° Dia          =   24,0 km.

Total Geral    =  148,0 km.

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM - RS);

Sócio Correspondente da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER)

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).

E-mail: hiramrsilva@gmail.com;

Blog: desafiandooriomar.blogspot.com.br

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