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Emprego - 18/11/2016 - 06h50

Comércio deve contratar 2 mil temporários na Capital e 5 mil em MS




Fernando Antunes

Período de contratação de temporários começa nas próximas semanas.
Por Elci Holsback do Campo Grande News / Redação Pantanal News

Assim como no ano passado, a contratação de temporários em Campo Grande deve chegar a 2 mil  funcionários neste fim de ano. O número representa apenas 5% dos 40 mil trabalhadores do comércio da Capital atualmente, e está bem abaixo da quantidade dos anos anteriores. 

Isso significa que apesar de leve reação nas vendas e na inadimplência da população, as expectativas em relação emprego e renda continuam baixas. Reflexo ainda da crise econômica, segundo o SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande).

“Em tempos normais, quando a crise econômica não era tão acentuada no Brasil, Campo Grande contratava em torno de 10% de seu efetivo. Ou seja, se não fosse a crise, a estimativa hoje de contratação seria de 4 mil trabalhadores temporários”, afirma Idelmar da Mota Lima, presidente do sindicato e da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.

Estado - A Fecomércio (Federação do Comércio de MS) estimou nesta semana, que o fim de ano deve gerar 5 mil novas vagas em todo o Estado, sendo 1,5 mil em Campo Grande. Resultado semelhante ao de 2015, quando o comércio de Mato Grosso do Sul registrou os mesmos números.

Se comparado a anos anteriores, já em 2015 houve queda de aproximadamente 50% no número de vagas abertas. Contudo, para a economista da Fecomércio, Daniela Teixeira, a estagnação não é considerada negativa, comparando o Estado ao cenário do restante do País.

 
Entre 15% e 17% dos temporários devem ser efetivados (Foto: Marcos Ermínio)Entre 15% e 17% dos temporários devem ser efetivados (Foto: Marcos Ermínio)

"Houve redução de 3% nas contratações em todo o Brasil, enquanto aqui a média foi mantida. Outro fator positivo é que enquanto nacionalmente a expectativa é de que cerca de 12% a 13% desses temporários sejam posteriormente efetivados, aqui esse percentual sobe para 15% a 17%", avalia Daniela.

A economista considera que o Estado está à frente dos demais devido a alta representatividade do setor comercial na economia local. "Cerca de 50% dos empregos gerados em Mato Grosso do Sul são oriundos do comércio, por isso o Estado se difere com esse resultado um pouco melhor", considera.

Tempos melhores - Para o presidente da ACICG (Associação Comercial de Mato Grosso do Sul) João Carlos Polidoro, este fim de ano será de ajustes na geração de empregos do comércio. “Houve muitas demissões ao longo do ano e agora, com o período de aumento nas compras haverá a necessidade de readequar a quantidade de funcionários. Não haverá geração de novas vagas, mas equilíbrio daquelas que foram eliminadas no decorrer do ano. De todo modo é uma reação que teve início em outubro com as contratações para as vendas de Natal”, avalia Polidoro.

A injeção do 13º salário do funcionalismo público e elevação do índice de confiança do empresário varejista também refletem em uma melhora, mesmo que modesta nas contratações. Para o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande) Hermas Rodrigues, o Natal deste ano será bem mais positivo que o anterior. “Estamos vendo uma luz ao fim do túnel e mesmo com registros de mais demissões que contratações no comércio e indústria, as ações para reação das vendas, tanto por parte do governo do estado, como das entidades, dão ânimo ao setor e a contratações ocorrerão, mesmo que em número reduzido”, considera.

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