especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Agronegócios - 30/08/2016 - 14h56

Pesquisa desenvolve cultivar de arroz voltada à culinária japonesa




Ariano Magalhães


Ariano Magalhães


Ariano Magalhães


Freepicture

Arroz japonês.
Por Assessoria / Embrapa / Redação Pantanal News

No típico prato de arroz com feijão, a tradição pede um grão mais soltinho. Mas alguns tipos especiais apresentam características diferenciadas – como um aspecto mais pegajoso –, bastante valorizados, por exemplo, pela culinária japonesa. Com foco nesse mercado crescente, a Embrapa lançou no último fim de semana, durante a 39ª Expointer, em Esteio (RS), a BRS 358, cultivar de grão curto e com baixo teor de amilose – qualidade que o deixa mais pegajoso após o cozimento. "Com essa característica é possível comer usando o palitinho, o hashi", explica um dos pesquisadores responsáveis pela nova cultivar Ariano Magalhães.

A nova planta é resultado de mais de dez anos de trabalho dos pesquisadores da Embrapa Clima Temperado (RS), da Embrapa Arroz e Feijão (GO) e de outros centros de pesquisa ligados ao programa de melhoramento de arroz especial da Embrapa. "A vantagem da BRS 358 é que ela tem os mesmos padrões de qualidade de grãos do material japônico tradicional, mas com uma planta agronomicamente moderna", informa o pesquisador, referindo-se ao porte baixo da planta, o que a torna resistente ao acamamento, e a arquitetura de planta com folhas eretas. Isso significa maior capacidade fotossintética, conferindo maior potencial produtivo.

A partir de uma linhagem introduzida do Egito em 1999 pela Embrapa Arroz e Feijão, a cultivar foi selecionada entre 2002 e 2004 em ensaios conduzidos em diferentes estados brasileiros, inclusive no Rio Grande do Sul. Como resultado, ela se destaca com produtividade média de 8,6 mil quilos por hectare (peso médio de 23 gramas para mil grãos), alto perfilhamento, resistência à mancha-dos-grãos, além de ter ciclo precoce (115 dias no Rio Grande do Sul).

Demanda por uma nova cultivar


Segundo os pesquisadores, os materiais para a culinária japonesa utilizados hoje no País – em torno de cinco cultivares – são antigos e ainda pouco adaptados às condições nacionais, não apresentando boa produtividade, além de terem porte mais elevado, o que os torna sujeitos ao acamamento. Essas variedades chegaram ao Brasil com os colonizadores e deram início ao cultivo de arroz no País. As cultivares americanas, de grão longo e fino, só foram introduzidas na década de 1970.

Os pesquisadores contam ainda que a produção desse tipo de grão especial existe apenas em pequena escala no País, principalmente porque existem poucos produtores de sementes certificadas interessados em atender mercados específicos. "Em geral, quem produz também cultiva a própria semente para se autoabastecer. É um mercado pequeno ainda, mas que tem crescido muito", destaca.

Mercado em expansão


De acordo com dados do último Censo nacional, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população asiática – os autodeclarados amarelos – girava em torno de mais de dois milhões de pessoas em 2010. "Mas o consumo de comida oriental não está restrito apenas aos descendentes", argumenta Magalhães.

O pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão José Colombari Filho, atual coordenador desse programa de melhoramento de arroz especial, também chamou atenção para o fato de que essa nova cultivar poderá trazer diferentes oportunidades de negócios, com outras formas de consumo, como arroz-cateto para o típico prato carreteiro ou na forma integral em pratos da alta gastronomia e, portanto, com maior valor agregado. "Uma indústria de alimentos já demonstrou interesse e está testando o produto para alimentos infantis orgânicos, como papinhas para bebês", revela Colombari.

A limitação ligada à falta de produtores certificados para produção de sementes também foi suprida com a nova cultivar. A empresa Josapar, situada em Pelotas (RS), está certificada, e também já cultivou a BRS 358 na última safra para comercialização de grãos, que se encontram em processo de beneficiamento para sua linha de tipos especiais. A previsão é de que o produto esteja nas prateleiras logo após o lançamento.

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 

zap2
Comentários
 
Últimas notícias do canal
20/02/2018 - 10h50
Chuva desde madrugada alaga casas e interdita rodovia de acesso ao Pantanal de MS
23/01/2018 - 13h23
Brasil entra na corrida para desenvolver mandioca com amido ceroso
23/01/2018 - 10h20
Unidades de conservação podem ser administradas por parcerias público-privadas
16/01/2018 - 10h30
Ipê-roxo é primeira árvore do Cerrado a ter genoma sequenciado
16/01/2018 - 08h40
Rebanho de MS cresceu para 21.8 milhões de cabeças de gado em 2017, diz Iagro
 
Últimas notícias do site
23/02/2018 - 10h30
Informe Energisa
23/02/2018 - 10h25
Corumbá: Prefeito faz balanço dos 100 dias de gestão e apresenta ações para 2018
23/02/2018 - 07h20
Prefeito Marcelo Iunes e Clube de Desbravadores Formigas de Corumbá ajudam ribeirinhos de Aquidauana e Anastácio com campanha de arrecadação de donativos
22/02/2018 - 14h02
Marinha divulga edital do concurso para Fuzileiro Naval
22/02/2018 - 10h15
De cão a periquito: animais salvos da cheia dão cara de lar a abrigo
 

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.