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Artigos - 20/06/2016 - 08h00

Irmã Lagoa do Viamão, Irmão Rio ou Lago Guaíba?




Fotos: Divulgação










Por Hiram Reis e Silva (*)

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 20 de junho de 2016. 

 

O Naturalista

 

Quando ainda treinava para a descida do Rio Negro (25.12.2009 a 20.01.2010), fui chamado de “Naturalista” pelo Professor Dr. Rualdo Menegat, do Instituto de Geociências da UFRGS. Na época, ele solicitava autorização para reproduzir trecho de um artigo de minha autoria sobre o Guaíba.

 

Prezado Coronel Hiram,

 

Ao cumprimentá-lo, permita-me primeiramente apresentar-me: sou Professor do Instituto de Geociências da UFRGS. Coordenei a realização do Atlas Ambiental de Porto Alegre, obra que talvez seja do seu conhecimento, e sou membro do Comitê Científico da National Geographic Brasil e da Revista Brasileira de Geociências. No momento, estou preparando a publicação de um pequeno manual para saber por que o Guaíba é um Lago. Esse livro tem finalidades didáticas e destina-se à divulgação científica dos critérios e técnicas que nós pesquisadores utilizamos para definir os acidentes geomorfológicos e hidrográficos.

Li com muito interesse seu artigo “O derradeiro Desafio antes do Rio-Mar”, publicado em seu sítio eletrônico. Fiquei deveras impressionado com as dificuldades colocadas pelas correntes do Guaíba. Assim, peço tua autorização para tornar possível a publicação de um belo excerto de teu artigo, como segue:

Há quase dois anos, estamos treinando, exaustivamente, no Guaíba. O Guaíba proporciona reais dificuldades à navegação com seus ventos fortes e largura de até 18 km (entre a Vila Itapoã e a Praia da Faxina) bem superior à do Rio Solimões. As diversas rotas que idealizamos, atravessando o Canal em navegações contínuas superiores a duas horas, buscaram ultrapassar as situações que enfrentaremos na Amazônia. Os ventos do quadrante Sul, superiores a 25 nós (45 km/h), passando entre os morros da Ponta Grossa e da Pedra Redonda, criam um interessante efeito de turbilhonamento. As ondas, de até 1,5 m, surgem de todos os lados sem um padrão definido exigindo muita habilidade e força do canoísta. (Hiram Reis e Silva, 2009).

 

Essa sua descrição coincide espetacularmente com o comportamento das águas de um Lago e, também, faz um alerta para aqueles que pretendem aventurar-se em navegá-lo desavisadamente. Além disso, mostra o espírito de um verdadeiro naturalista, que precisamos desenvolver para observar a natureza em todos os momentos. Sendo o que se apresenta para o momento, coloco-me a sua disposição para dirimir eventuais dúvidas que por ventura possam surgir e aproveito o ensejo para enviar meus protestos de alta estima e sobeja consideração.

Espírito de um Verdadeiro Naturalista

Como deixar de ouvir o canto do sabiá, o pio da coruja, o coaxar do sapo e das pererecas, o cricri dos grilos, o estrondo das Cachoeiras e o murmúrio dos Riachos, o rosnar da onça, os gritos dos macaquinhos e o ronco dos guaribas. Sentir a maciez dos musgos e das pétalas das orquídeas e outras flores, o ardor da urtiga, os espinhos das palmeiras e gravatás. (AQUINO)

Refletindo um pouco sobre o título de “Naturalista”, fiquei imaginando se era realmente digno de ostentá-lo. Acho que alguns fatores importantes devem ser levados em conta antes de fazê-lo, o primeiro, e fundamental, é o amor pela natureza; outro, é ser capaz sentir a influência sobre os seres vivos ou inanimados, de cada raio de luz filtrado pelas diáfanas nuvens e, por vezes, multiplicado pelas copas frondosas dos seculares colossos arbóreos. Teríamos ainda uma relação infindável de predicados que deveriam caracterizar o “Verdadeiro Naturalista”. Infelizmente, nos dias de hoje, a extrema especialização acadêmica e o rigor científico são colocados acima de cada um destes requisitos.

Na verdade, o mais importante, para o cientista da natureza, é a capacidade de interagir com o meio ambiente que o cerca. De sentir a aragem, os cheiros, as cores, de viajar no tempo e no espaço, observando o cenário que o envolve não apenas com os sentidos agrilhoados ao momento presente, mas de ser capaz de recuar e avançar no túnel do tempo e entender as sutis mensagens da deusa mãe Gea. De se emocionar com a beleza poética do alvorecer e do ocaso de cada dia. De Extasiar-se, ao nascer do Sol, com a sinfonia, sempre inédita, entoada pelas mais distintas gargantas, emitindo os mais diversificados tons, irmanados numa ode maravilhosa sob a regência do poderoso astro rei no grandioso palco do alvorecer. De deslumbrar-se com o pôr do sol de cada dia quando o “Deus Artista vem pintar a tarde”. De encantar-se com as acrobacias aéreas dos insetos e das aves...

Embora considere que possa me enquadrar em algumas das propostas supracitadas, acho que me falta o conhecimento holístico que possuíam os pesquisadores de outrora. Mesmo quando eram militares em missões eminentemente técnicas, como demarcações de fronteiras ou lançamento de linhas telegráficas, eram capazes de reportar, com impressionante exatidão, passagens históricas, considerações geográficas e antropológicas além de nos brindar com interessantes observações sobre ciências físicas e biológicas.

Embora haja necessidade de que cada jornada seja precedida de um minudente estudo da bibliografia especializada, é preciso, não obstante, que o “Naturalista” seja capaz, através de um espírito crítico acendrado, desvincular-se do conhecimento alheio para não cair na mesmice enfadonha e ultrapassada. A pesquisadora e Naturalista Carla Abreu Soares Aquino na sua tese sobre a “preguiça comum” faz algumas reflexões a respeito do verdadeiro naturalista:

O “Naturalista” nato adquire seus conhecimentos em contato com a natureza. O profissional passa pelos bancos escolares, onde nem sempre obtém conhecimento geral e global da natureza e sim de fragmentos, na maioria das vezes sem a perspectiva do todo. Esta assertiva não quer dizer que o estudo das partes, efetuado nas escolas, universidades e instituições de pesquisa não seja válido. Pelo contrário. Mas não forma o naturalista.

Os profissionais cada vez mais isolam-se e protegem-se no casulo da “civilização de laboratório”. São cientistas, mas não devem ser chamados de “Naturalistas”. Estão ligados ao cordão umbilical de fórmulas e formulários, bolsas e relatórios. Presos a engrenagens burocráticas crescentes, anunciadoras de que os meios justificam os fins, estes nem sempre alcançados. (...)

A divulgação do que é simples é vestida com uma linguagem complicada, inacessível aos não iniciados: biologês, geologês, etc. Assim, não alcança os objetivos perseguidos consciente ou inconscientemente pelo observador. Que diferença dos textos dos grandes “Naturalistas” e cientistas europeus de menos de um século atrás, que lançaram as bases da ciência atual! Que falta eles fazem! Muitos “Naturalistas” natos desistem de transmitir a outrem o que observaram, frente a essas barreiras com sua ortodoxia (...)

Como colocar nessa camisa de força as sensações mencionadas de início? Como encaixá-las no matematismo? Alguns “Naturalistas”, contudo, têm coragem para desafiar a corrente. (AQUINO)

Matematismo: doutrina que defende que tudo que acontece no mundo pode ser entendido por meio da matemática e obedece a leis matemáticas . (Hiram Reis)

“Rio ou Lago Guaíba”

 

Existem várias teorias e argumentos apresentados por professores e pesquisadores ao longo dos anos, muitas vezes com uma bem qualificada desenvoltura sintática, para concluir o que contraria a lógica. É o mesmo como afamados advogados conseguem “provar” perante um júri que um réu comprovadamente culpado é inocente. Não podemos no entanto, partir do princípio de que tudo que está escrito é fato consumado, mesmo reconhecendo o mérito e a idoneidade dos autores. É oportuno, necessário e democraticamente saudável poder divergir das conclusões, tratando-se de um assunto polêmico e em grande parte subjetivo. (Comandante Geraldo Knippling)

 

Embora tenha considerado uma honra ter sido chamado de “Naturalista” pelo professor Rualdo Menegat, discordo taxativamente da classificação que querem impor ao meu caro Irmão Rio Guaíba. Façamos uma rápida retrospectiva para poder entender meu posicionamento.

No período da glaciação o nível do mar se encontrava há mais de vinte metros abaixo do nível atual e, consequentemente, o Guaíba depois de percorrer seu sinuoso trajeto se espremia no canal de aproximadamente setecentos metros de largura entre a ponta da Fortaleza e a bela Ilha do Junco para depois se lançar para a planície costeira ‒ a Laguna dos Patos ainda não existia. No final da glaciação, o nível das águas se elevaram alterando a geografia e, portanto, o nome dos acidentes naturais. As profundidades dos corpos d’água diminuíram significativamente, em decorrência do assoreamento fruto dos sedimentos levados pelos seus afluentes. Apenas o canal da Ilha do Junco conservou sua profundidade original que, segundo alguns pesquisadores, permanece com uns cinquenta metros graças à velocidade da correnteza na garganta estreita e rochosa.

O nome do gaúcho caudal tem origem indígena, “gua” significa grande, “i” – água ou ri,o e “ba” – lugar ou seja “lugar onde o Rio se alarga”. Suas águas ocupam uma área de quase quinhentos quilômetros quadrados que se estendem por 50 quilômetros, e uma largura que varia de quase 1 até formidáveis 19 quilômetros entre a Vila de Itapoã e a Praia da Faxina, no Município de Barra do Ribeiro. O assoreamento contínuo deixou-o com uma profundidade média de três metros e um canal de navegação entre quatro e seis metros.

Durante toda a sua existência foi considerado Rio, mas há pouco mais de vinte anos, depois de um polêmico estudo feito por técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de universidades norte-americanas, foi “reclassificado” como Lago. Mais uma vez observamos omissos e calados o interesse imobiliário procurando se sobrepor, de qualquer maneira e qualquer custo, através de artifícios legais, às questões ambientais. Definido como Lago, e não Rio, diversas medidas protetoras e restrições em relação à ocupação criminosa de suas margens foram liberadas.

Geraldo Knippling

 

O Comandante Knippling, velejador, escritor, cartógrafo, ex-comandante da Varig, conhece, profundamente, os segredos das águas do Guaíba e Laguna dos Patos. O autor de “O Guaíba e a Lagoa dos Patos” e “Descobrindo o Guaíba”, fez considerações bastante pertinentes e, sempre atuais, no seu artigo: “Guaíba, Rio e não Lago” – editado no site “popa.com.br” em dezembro de 2003. Na oportunidade, Knippling lançava um alerta veemente sobre o interesse imobiliário que procurava se sobrepor, de qualquer maneira, através de artifícios legais, às questões ambientais.

 

A atual controvérsia sobre o topônimo “Rio” ou “Lago” poderia ser inócua se, por trás dessa desprezível divergência, não se escondesse ardilosa manobra para a especulação imobiliária. Com o Guaíba “Rio”, há restrições para o uso indiscriminado da orla. São 500 metros de proteção ambiental, de acordo à Lei Federal 7.803, que regula as áreas de proteção permanente. Então, de forma ilegal, o chamaram de “Lago”, onde a proteção ambiental não vai além de 50 metros. Se for “Lago”, não se aplicam as normas de proteção da mata ciliar dos Rios, de 500 metros. Mas o Guaíba é Rio. Os compêndios de geografia têm definições claras sobre os corpos d’água, que não se podem mudar para enquadrar detalhes subjetivos e alterar o significado. O Guaíba é Rio por se deslocar de nível mais elevado para nível mais baixo, aumentando de volume até desaguar no Mar, num Lago ou noutro Rio. Pouco importa se preenche uma falha do maciço granítico, de formação tectônica ou não. Segundo os conceitos vigentes, “lago é uma extensão de água cercada de terras” e o Guaíba não é nada disso, a não ser que se construa uma represa em Itapuã. Também são falsos os argumentos de que o “Lago” seria formado “pela barragem natural da península da Faxina”. Lá não há qualquer barragem. É só uma área de menor profundidade, como parte do leito do Rio, sobre a qual fluem livres as águas.

 

Relatos Pretéritos ‒ Lagoa do Viamão

 

Percorrendo fisicamente os empoeirados corredores das bibliotecas, livrarias e sebos e navegando virtualmente por bibliotecas digitais nacionais e estrangeiras descobrimos um antigo apelido de nosso caro irmão Guaíba, uma classificação pretérita ainda pouco conhecida que trazemos à baila.

Visconde de S. Leopoldo (1839)

 

O terreno entre a costa do Mar e as ditas Lagoas, desde o Rio Mombetuba até o Marco na Latitude de 33°42’, sendo desde o princípio cultivado, e o que está atualmente mais povoado, é cortado pelos Rios Mombetuba e Tramandaí, os quais da Serra Geral se precipitam no Mar; e pelos rios Caí e dos Sinos, que do interior da mesma Serra rolam para a “Lagoa do Viamão” (Guaíba), extremo Setentrional da dos Patos; naquela entra também o Garvataí (Gravataí), imediato pelo Nascente ao dos Sinos, e nesta pela margem Oriental desemboca o pequeno Capivarí, cuja cabeceira é uma Lagoa semi-circular, que tornea (circunda) a fralda Austral da Serra Geral, de diâmetro de mais de légua, entre as Freguesias de S. Antônio e da Conceição do Arroio. (VISCONDE DE S. LEOPOLDO)

J. C. R. Milliet de Saint-Adolphe (1845)

 

Viamão. Lagoa profunda da Província de São Pedro do Rio Grande, que ocupa, do Norte ao Sul, um dilatado espaço entre a larga Boca (Foz) do Rio Jacuí e a Lagoa dos Patos. Da parte do nascente, esta Lagoa banha as raízes das colinas em que está assentada a cidade de Porto-Alegre e os campos de Viamão. Além do Jacuí esta Lagoa recebe, da parte do Norte, os Rios navegáveis do Sino (dos Sinos), Caí e Gravataí e vários Ribeiros e oferece algumas ilhas o que não impede virem os brigues até o porto da cidade. (SAINT-ADOLPHE)

J. G. Amedeo Moure & Victor Adolfe Malte-Brun  (1861)

 

Capital: a cidade de Porto Alegre, em 30°21’ Latitude Sul, e 54° Longitude, na Boca do Rio Jacuí, perto da Lagoa Viamão. [...]

I. O primeiro distrito tem por cabeça a cidade de Porto Alegre, forma um só colégio e compreende as paróquias: [...]

4° Nossa Senhora de Conceição de Viamão, no Oriente da Lagoa Viamão; (MOURE & MALTE-BRUN)

Domingos de Araujo e SILVA (1865)

 

Viamão (Lagoa de –). Denominação que toma o Rio Guaíba na parte que se estende desde o Gravataí até à sua Foz na Lagoa dos Patos; e que é devida à semelhança que apresenta de certos pontos de vista com uma mão, na qual forma a palma a parte citada e os dedos os rios que nela desembocam. (SILVA)

THE MONTH: A Magazine and Review (1867)

 

About the year 1743 some Portuguese families from the Azores were sent thither by the King of Portugal to colonize the shores of the great inland waters, dos Patos; and, exploring this lake to its head, they gave to the upper part, now more commonly called the Rio Guayba, the name of Lagoa Viamão, having seen the five rivers expanding into a broad estuary, and forming a resemblance to the human hand [*].

 

(Nos idos de 1743, algumas famílias portuguesas dos Açores foram enviados, pelo Rei de Portugal, para colonizar as margens do Mar de Dentro ‒ Laguna dos Patos; e, explorando as cabeceiras da Laguna, chegaram à região, atualmente mais conhecida como Rio Guaíba, que se chamava “Lagoa Viamão”, tal denominação tem origem nos cinco Rios que formam largo estuário e cujo contorno se assemelha à mão humana) [*].

 

(*) “Vi a mão”, in Portuguese, “I have seen a hand”. The first settlement of the emigrants was probably at a small hamlet, the centre of the parish of the same name, at the north-eastern extremity of the lake.

 

(“Vi a mão”, em Português, “I have seen a hand”, em inglês. O primeiro assentamento dos emigrantes foi, provavelmente, em uma pequena aldeia, no centro da freguesia do mesmo nome, no extremo Nordeste do Lago). (THE MONTH) 

Joaquim Manuel de MACEDO (1873) 

 

A Lagoa dos Patos tem quarenta e seis léguas de comprimento sobre dez de largura, comunicando ao Norte com a “Lagoa do Viamão”, e ao Sudoeste com a Mirim pelo Canal que por ter corrente se chama Rio de S. Gonçalo e do lado do Sueste deságua o Oceano por outro canal que se nomeia ‒ Rio Grande que é a porta marítima da Província. A “Lagoa do Viamão” (vi-a-mão) assim se denomina, porque quatro Rios, como quatro dedos da mão espalmada na Lagoa deságuam nela, o Jacuí, Caí, o Sino, e o Gravataí todos navegáveis, além do Canal ou Rio S. Gonçalo, quinto dedo dessa poética mão hidráulica. Viamão banha os pés da cidade de Porto Alegre. (MACEDO, 1873)

Americanized Encyclopedia Britannica (1885)

 

PORTO ALEGRE, a city and seaport of Brazil, the capital of the Province of Rio Grande do Sul, lies in 30°2’ S. latitude and 51°12’ W. longitude at the northern an extremity of the Lagoa dos Patos (Duck Lagoon), where it receives the waters of the Jacuhi, Sino, Cahi, and Gravatahi, whose confluence opposite the city is sometimes distinguished by the name of Lagoa Viamão. (BRITANNICA)

PORTO ALEGRE, cidade e porto do Brasil, capital da Província do Rio Grande do Sul, situada a 30°02’ de Latitude Sul e 51°12’ de Longitude Oeste na extremidade Setentrional da Lagoa dos Patos, onde recebe as águas do Jacuí, Sino (Sinos), Caí e Gravataí, cujo estuário frontal à cidade as vezes é denominado de Lagoa Viamão. (Tradução livre do Autor)

Fontes:

AQUINO, Carla Abreu Soares. A Preguiça-Comum (Bradypus variegatus) ‒ Brasil, 2007.

 

BRITANNICA, Americanized Encyclopedia ‒ Volume 19 ‒ Porto Alegre ‒ Estados Unidos ‒ Chicago ‒ Editor Chefe W. Robertson Smith, 1885.

 

MACEDO, Joaquim Manuel de. Noções de Corografia do Brasil ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro ‒ Tipografia Franco-americana, 1873.

 

MOURE & MALTE-BRUN. J. G. Amedeo MOURE & Victor Adolfe MALTE-BRUN. Tratado de Geografia Elementar, Física, Histórica, Eclesiástica e Política do Império do Brasil ‒ França ‒ Paris ‒ J. P. Aillaud, Molon e Cia, 1861.

 

SAINT-ADOLPHE. J.C.R. Milliet de. Dicionário Geográfico, Histórico e Descritivo do Império do Brasil – Tomo II – França – Paris – Editor J. P. Aillaud, 1845.

 

SILVA, Domingos de Araujo e. Dicionário Histórico e Geográfico da Província de São Pedro ou Rio Grande do Sul ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro, RS ‒ Casa dos Editores Eduardo & Henrique Laemmert, 1865.

 

THE MONTH: A Magazine and Review - VOL. VII. Scenes from a Missionary Journey in South America (III ‒ The Rhine-Landers in Brazil) ‒ Inglaterra ‒ Londres ‒ Simpkin, Marshall, And Co. ‒ July to december, 1867.

 

VISCONDE DE S. LEOPOLDO, José Feliciano Fernandes Pinheiro. Anais da Província de S. Pedro – França – Paris – Tipografia de Casimir, 1839.

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM - RS);

Sócio Correspondente da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER)

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).

E-mail: hiramrsilva@gmail.com;

Blog: desafiandooriomar.blogspot.com.br

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