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Artigos - 04/12/2015 - 06h05

Penas Brancas




Fotos: Divulgação










Por Hiram Reis e Silva (*)

 Hiram Reis e Silva (*), Bagé, RS, 03 de dezembro de 2015 

A consciência da mesma missão, da defesa da Pátria, a comunhão dos mesmos princípios e virtudes militares, a vida e as tradições comuns são fatores de camaradagem que levam, se necessário, ao sacrifício da própria vida. Os desafios do combate exigem que entre os soldados a força da amizade se chame “camaradagem”. Este sentimento, que se deve projetar no todo coletivo a fim de alicerçar um forte Espírito de Corpo, é a base do bom viver e da coesão de um Exército. O engrandecimento, o prestígio e a eficácia de uma instituição depende, em grande parte, do “Espírito de Corpo”. Quer no dia a dia, quer no ardor da luta, o querer coletivo e o sentir-se mais do que si próprio é que conduz à vitória porque sempre quer bem a seu amigo, nunca o contrário e assim deseja fazer-lhe o bem por todas as formas.
Nunca sentindo entre nós inveja, desordenada cobiça, avareza, desejo ou mostrança de sobranceria. (D. Duarte – Século XV ‒ www.academiamilitar.pt)
 

Alguns leitores estranharam o fato de o Exército por intermédio do General-de-Exército PAULO HUMBERTO Cesar de Oliveira – Comandante Militar do Oeste (CMO), atendendo solicitação General-de-Exército Antônio Hamilton Martins MOURÃO – Comandante do Comando Militar do Sul (CMS), tivesse autorizado que o 2° Batalhão de Fronteira, sediado em Cáceres, MT, nos apoiasse com dois militares e uma viatura Agrale Marruá AM21 – VTNE 3/4 ton de Cáceres, MT a Vilhena, RO. Desde que iniciamos, em 2008, nossas amazônicas jornadas temos recebido, na maioria das vezes, apoio irrestrito da Força Terrestre. O primeiro Comandante Militar a nos apoiar foi o General-de-Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira quando era Comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA) hipotecando-nos total apoio na nossa Descida de caiaque pelo Solimões de Tabatinga a Manaus. Queremos ressaltar que essa tem sido a regra e não a exceção. 

Inimigo na Trincheira 

Eventualmente, porém, nossas rotas são obstruídas por rochedos e águas tumultuárias ardilosa e capciosamente engendrados por “tropas amigas”. Assim foi na Descida do Juruá cuja orientação do Chefe do Estado Maior do CMA repassada a todas Organizações Militares subordinadas e, em especial, aos camaradas do 61° Batalhão de Infantaria de Selva (61° BIS – Batalhão Marechal Thaumaturgo de Azevedo) sediado em Cruzeiro do Sul, AC, tinha sido – apoiar “minimamente”, apesar de ter sido uma jornada concebida e planejada nos gabinetes do próprio CMA, com recursos disponibilizados, mais do que suficientes, pelo Diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) – General de Divisão Jorge Ernesto Pinto Fraxe e apoiado pelo Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEX) – General de Exército Ueliton José Montezano Vaz. As coisas só tomaram novos rumos depois de uma intervenção decisiva desde Nova York, EUA, através de um de nossos ícones da Engenharia Militar e Ir Maçom – o General-de-Exército Ítalo Fortes Avena, que depois de chefiar o Departamento de Engenharia de Construção (DEC) do Exército Brasileiro havia assumido a função de Consultor Militar da ONU. 

Tinha programado a minha derradeira jornada pelo Rio-mar ‒ Descida do Amazonas II (Santarém a Belém) ‒ para agosto de 2014, e solicitado, tão somente, o apoio do Cabo Mário Elder Guimarães Marinho que pilotaria a lancha “Mirandinha”, ambos do 8° Batalhão de Engenharia de Construção (8° BEC). A resposta do “Escalão Superior”, a quem o Comandante do 8° BEC está diretamente subordinado, foi de que seria impossível porque era uma “operação arriscada”. Interessante colocação tendo em vista de que o Grupo Fluvial do 8° BEC percorre esta rota sistematicamente ‒ “Engoli o sapo” e transferi a descida para março de 2015 quando então o Cabo Mário já teria, então, dado baixa do Exército. 

Para a Descida do Rio Roosevelt, em homenagem ao Centenário da Expedição Científica Roosevelt-Rondon (1914) solicitamos desta vez o apoio, tão somente, do Cabo Mário ‒ que se apresentara como voluntário para a missão. O pedido foi feito diretamente por meu particular e dileto amigo Comandante do Comando Militar do Sul (CMS) General-de-Exército Antonio Hamilton Martins Mourão ao Comandante do “Escalão Superior” e novamente a resposta foi negativa ‒ “Engoli um cururu”. Não tinha mais dúvida que os antigos desacordos tinham cravado muito fundo suas garras no coração, alma e mente do meu empedernido “companheiro” de turma e de arma. É impressionante que antigas querelas entre dois jovens Capitães perpetuem-se através dos tempos (mais de 28 anos) prejudicando, injustificavelmente, projetos que, superando interesses mesquinhos e abjetos, visam tão somente divulgar a historiografia da Amazônia e, sobretudo, enaltecer e reverenciar os vultos militares de nossa Força Terrestre ‒ um Projeto patrocinado oficialmente pelo Departamento de Ensino e Cultura do Exército (DECEx) e pelo Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA). Engarupados na anca da história façamos uma breve retrospectiva para entender o contexto da cizânia entre estes exaltados Capitães nos idos de 1986. 

FT 90 (Força Terrestre 1990) 

O então Ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves idealizou o Programa de Modernização e Reaparelhamento do Exército Brasileiro. Novas Organizações Militares foram criadas, Quartéis construídos, compraram-se e desenvolveram-se equipamentos sofisticados enquanto os antigos aquartelamentos, viaturas e armamentos careciam de manutenção e reparo. Tecnologia de ponta e novas instalações para um Exército do futuro que deveria ser operado por uma tropa, na oportunidade, desprestigiada e mal remunerada. A situação entre os nossos graduados era a mais caótica. Nos grandes centros eles e suas famílias moravam em favelas onde sofriam ameaças constantes de traficantes. A defasagem do valor das indenizações de moradia era muito grande. A tropa estava em pé de guerra – uma série de manifestações eclodiram por toda Nação embora a maioria delas raramente tivesse a devida repercussão nos meios de comunicação social.

 Duas dessas Manifestações 

1986 ‒ Capitão Bolsonaro ‒ Vila Militar, RJ 

Eu nem pensava em entrar na política, mas isso me ajudou porque fiquei conhecido e então eu fui eleito no ano seguinte. Perícias provaram minha inocência, depois comprovada pelo Supremo Tribunal Federal.

(Capitão Jair Messias Bolsonaro) 

A repórter Cássia Maria da Revista Veja (Edição 999, de 28.10.1987), fraudou uma matéria afirmando que o Capitão Bolsonaro, em 1986, havia planejado explodir bombas em quartéis da Vila Militar. Bolsonaro, na verdade, apenas denunciara as dificuldades que a tropa enfrentava em decorrência da grave defasagem dos soldos e reportara essa situação à Revista Veja. 

1087 ‒ Capitão Walter ‒ Apucarana, PR 

Ensinaram-me nas escolas militares que o militar zela pelas condições de vida digna dos seus comandados, tanto quanto pela manutenção da disciplina e dos deveres castrenses. Eu levei isso ao máximo, talvez além. Eu cometi o crime para chamar a atenção de uma situação injusta e hoje, sem medo de errar, negligente da época. (Ten-Cel Luiz Fernando Walther de Almeida) 

Às 10h00 do dia 22.10.1987, cinquenta militares do 30° Batalhão de Infantaria Motorizado (30° BIMtz) comandados pelo do Capitão Luiz Fernando Walter de Almeida tomaram de assalto a Prefeitura de Apucarana protestando contra os baixos salários dos militares. 

1986 ‒ CPOR/PA 

Nesta época eu era Instrutor-chefe do Curso de Engenharia do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de Porto Alegre (CPOR/PA) e acompanhava, preocupado e perplexo, junto aos meus subordinados os acontecimentos que pipocavam pelo Brasil afora. Naquele ano, diversos Cadetes pediram exoneração do Exército em virtude dos baixos salários. Os jovens militares anexaram ao seu pedido de demissão a cópia do contracheque de um motorista de ônibus da “Viação Cometa” que ganhava, na época, mais do que um oficial em início de carreira. Como resultado o concurso para Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), naquele ano, apresentou uma sensível queda no número de candidatos. Resolvi tomar uma atitude. Depois de explicar a meus familiares e subordinados quais as consequências disciplinares inevitáveis, sem alarido, sem encaminhar manifestos à mídia, como pensara antes, tentei motivar os Capitães da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) para que estes, disciplinadamente, fizessem com que as vozes de nossos aflitos camaradas chegassem aos ouvidos das autoridades militares. Enviei uma missiva a um colega de turma (Capitão de Engenharia Patrick Lira Tubino) para que ele solicitasse permissão do instrutor e a lesse em sala de aula, o que foi feito.  

Ao mesmo tempo enviei uma série de cartas, todas datilografas pelo Sargento Barcelos, meu sargenteante, a ex-Cadetes e companheiros de turma explicando o porquê de minha conduta. Recebi apoio de alguns e críticas de outros, mas todos, sem exceção, hipotecando solidariedade à minha pessoa porque conheciam minha vida pregressa e meu “incorrigível idealismo”. Sempre pautei minha vida e conduta profissional visando o cumprimento da missão e o coletivo, jamais pensando mesquinhamente na minha situação ou na minha carreira. Recebeu uma das minhas missivas, o Tenente Eng “Sicrano” (meu ex-Cadete e S/2 da Companhia) que, não sei com que intuito, resolveu mostrar a carta, que era de cunho estritamente pessoal e confidencial, ao Comandante da sua Companhia de Engenharia de Combate ‒ Capitão Eng “Fulano” (meu colega de turma ‒ AMAN 75), que, sem considerar que se tratava de um documento particular, imediatamente a encaminhou ao Centro de Informações do Exército (CIE) que trabalhava e ainda o faz com Operações de Inteligência e de Contra-inteligência na Força Terrestre. 

Evidentemente essa atitude intempestiva e desditosa, era totalmente desnecessária, pois eu informava, na mensagem, que encaminhara à EsAO, que se tratava de uma “Carta Aberta” que de imediato seria levada ao conhecimento do Comandante da Escola e que, fatalmente, acarretaria nas devidas, necessárias e esperadas sanções disciplinares. Fiquei sabendo do encaminhamento da carta ao CIE pelo General-de-Exército Edison Boscacci Guedes, então Comandante do Comando Militar do Sul (CMS), muito amigo de meu pai ‒ Coronel Cassiano Reis e Silva, de quem fora “bixo” na Escola Preparatória de Porto Alegre. O Gen Guedes Chamou meu progenitor ao seu gabinete, no Quartel General, sediado na Rua da Praia, e mostrou a ele, indignado com a atitude de meu colega de turma, o documento do que recebera do CIE. Antes disso eu já fora ouvido pelo Comandante do CPOR/PA Coronel de Engenharia Sérgio Antônio Rocha que já mandara publicar em Boletim Interno quatro dias de prisão. O Coronel Rocha, depois de ouvir minhas razões, entendera minha altruística manifestação deixando isto patente no texto inicial da punição:

 ‒  “Por ter enviado, ainda que movido por elevados ideais, carta aberta... 

Na oportunidade o Coronel Rocha quis saber por que eu não levara ao seu conhecimento meu desiderato e eu lhe informei que não o fizera para não envolvê-lo na questão e para não agravar ainda mais minha falta disciplinar já que tinha certeza de que ele tentaria demover-me de cometê-la eu não iria, absolutamente, obedecer à sua ordem. O Ministro Leônidas, ao saber da decisão do Comandante do CPOR/PA em punir-me com apenas com quatro dias de prisão, determinou que o Comandante do CMS agravasse a minha pena para 20 dias e exonerou-me da função de Instrutor-Chefe do Curso de Engenharia, a bem da disciplina, transferindo-me para o 9° Batalhão de Engenharia de Combate (9° B E Cmb), Aquidauna, MS. Fiquei confinado ao quartel do CPOR/PA onde, nos fins de semana, os camaradas do CPOR/PA e de outros Quartéis vinham me visitar e assar um churrasco confraternizando em um ambiente de franca cordialidade.

Foi em Aquidauna que tornei-me canoísta profissional sagrando-me campeão, por antecipação, em 1989. Sou imensamente grato ao General Leônidas por isso, e, se pudesse retornar ao passado, não modificaria uma vírgula desses pretéritos acontecimentos que guardo com muito carinho na memória. 

O Sangue na Guelra e as Penas Brancas 

O Coronel Manoel Cursino Peixoto Amarante, em 1887, Comandante do Corpo de Alunos da Escola Militar da Praia Vermelha fez o seguinte comentário, certa feita, a respeito das reações intempestivas de um aluno do 3° ano daquele Estabelecimento de Ensino Militar que não se conformava com o grau que lhe atribuíam os examinadores e que culminaram com sua classificação em segundo lugar da turma. O Coronel Amarante assim se dirigiu à Cândido Mariano da Silva Rondon: 

‒  Nós, quando alunos, também fomos assim, com sangue na guelra... (VIVEIROS) 

Ordem da Pena Branca 

A “Ordem da Pena Branca” foi criada no início da Primeira Guerra Mundial com o objetivo forçar os cidadãos ingleses a se alistarem no Exército. A Ordem persuadia as mulheres a presentear com uma pena branca aqueles que não estivessem envergando um uniforme militar. 

A pena branca foi adotada como símbolo de covardia pelo exército britânico desde o século XVIII. Este símbolo nasceu da crença de que os galos-de-rinha que apresentassem uma pena branca na sua cauda seriam perdedores natos, lutadores medíocres e de que uma raça pura de galos-de-rinha não portaria, jamais, nas suas caudas as famigeradas penas brancas, demonstrando com isso pertencer a uma raça superior e aguerrida de galináceos. 

Nos idos de agosto de 1914, primórdios da Primeira Guerra Mundial, o Vice-Almirante Charles Cooper Penrose-Fitzgerald (1841 - 1921) fundou a “Ordem da Pena Branca” com o apoio do grande escritor e jornalista inglês Thomas Humphry Ward (1845 - 1926). Fitzgerald organizou um grupo de trinta mulheres em Folkestone para distribuir penas brancas aos homens adultos em trajes civis. 

O fato repercutiu bombasticamente na mídia e rapidamente alastrou-se pelo país e pelas demais nações do Império Britânico. O secretário do Interior, Reginald McKenna (1863 ‒ 1943), preocupado com injustiças e a possibilidade dos servidores públicos e empregados das indústrias estatais virem-se constrangidos a se alistar, criou um distintivo, com o dístico “King and Country” e “On War Service” para indicar que eles também estavam servindo o esforço de guerra. Da mesma forma, a partir de setembro de 1916, foi criada a insígnia “Silver War Badge”, para ser usada pelos combatentes que tinham sido dispensados em decorrência de ferimentos ou doenças evitando possíveis constrangimentos aos veteranos de guerra. A campanha das penas brancas foi novamente retomada durante a Segunda Guerra Mundial. A Ordem inspirou o filme “The Four Feathers” cujas versões foram exibidas em 1921, 1929, 1939 e 2000. 

The Four Feathers 

Inspirado no clássico romance de Alfred Edward Woodley Mason, o filme começa em 1875, dez anos antes da queda de Khartoum pelas mãos dos guerreiros de Mahdi. Esta é a extraordinária história das corajosas tropas de reforço incumbidas de acabar com a revolta em Khartoum, ressaltando o orgulho daqueles jovens soldados assim como sua vulnerabilidade perante um inimigo que não temia a morte. A história do filme é sobre Harry Feversham, admirado por seus camaradas como um dos melhores soldados de seu regimento. 

Apaixonadamente devotado à sua linda futura esposa, Ethne, Harry tem um futuro promissor como militar e uma vida feliz o aguarda ao lado da mulher que ama. Mas quando um exército de rebeldes sudaneses ataca uma fortaleza colonial britânica em Khartoum e seu regimento é enviado para o Norte da África, Harry se vê dominado por inseguranças e incertezas e renuncia à carreira quando seu regimento embarca para a guerra. Chocado pela atitude de seu filho, o pai de Harry o repudia. Assumindo que ele tem medo, três dos amigos de Harry ‒ e até mesmo sua noiva Ethne ‒ lhe enviam cada um uma pena branca, um símbolo de covardia, já que ninguém consegue entender o que ele fez. (www.nostalgiabr.com) 

As Cores no Idiomatismo 

 “White featcher”, pena branca, é o símbolo da covardia. Provém da lenda de que uma pena branca na cauda de um galo de briga é sinal de degenerescência e fraqueza. (SILVA) 

Ideais Traídos 

Generais do “complot” Geisel, depois dos acontecimentos de 12.10.1977, começaram a receber, por certo tempo, envelopes com “penas brancas”, correspondência que visava a acusá-los de traidores. (FROTA) 

Apenas uma Singela Pena Branca 

Neste caso são traidores. Mais provavelmente o fazem por covardia, escudando-se, em nome da disciplina, numa distorcida lealdade que deveria ser primeiro para com a Pátria. Para estes ofereço simbolicamente uma pena branca. Eles sabem o que isto significa. (Gélio Fregapani) 

Um Pôster na Latrina 

Como vimos, nos parágrafos anteriores, desde o século XVIII, as penas brancas representam qualquer ato covarde, espúrio, inconfesso, daqueles que na surdina, acobertados pelo anonimato atentam contra a honra e a dignidade de um camarada ou de toda uma coletividade. 

Eu cumpria minha punição quando o Comandante do CPOR/PA nos repassou um quadro com a fotografia da Companhia de Engenharia de Combate ‒ comandada pelo Capitão Eng “Fulano”, para ser fixada nas instalações do Curso de Engenharia. Foi então que surgiu a ideia das “Quatro Penas”. O Sargento Lima criava galinhas em casa e trouxe quatro belas e alvas penas que eu e três de meus subordinados fixamos no quadro do “companheiro” que o ST Deocildo remeteu pelo correio. 

O “bochincho” estava formado, o quadro retornou e o Comandante do CPOR/PA, indignado determinou que eu fixasse-o nas instalações do Curso de Engenharia. Ordem dada, ordem cumprida, consultei meus comandados e fixamos, com toda a “pompa e circunstância”, o quadro enviado gentilmente pelo “companheiro Fulano” na entrada da latrina dos alunos. 

Como podem notar nada de muito sério para que “o colega de turma” guarde tanto rancor até hoje. O “sangue nas guelras” do Capitão de antanho parece irracionalmente ter-se irradiado para o cérebro inibindo-lhe o discernimento e o bom-senso que deveria caracterizar alguém que ocupa um cargo de tanta relevância hoje. 

Fontes: 

FREGAPANI, Gélio. Orgulho e Vergonha ‒ Brasil ‒ Porto Alegre ‒ Defesa Net, 2011. 

FROTA, Sylvio. Ideais Traídos ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro ‒ Jorge Zahar Editor, 2006. 

SILVA A. Casemiro da. As Cores no Idiomatismo ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro ‒ Correio da Manhã, 30.05.1950. 

VIVEIROS, Esther de. Rondon Conta sua Vida ‒ Brasil ‒ Rio de Janeiro ‒ Livraria São José, 1958.

 

(*) Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

Integrante do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS)

Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM - RS);

Sócio Correspondente da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER)

Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG).

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN).

E-mail: hiramrsilva@gmail.com;

Blog: desafiandooriomar.blogspot.com.br

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