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Cultura - 01/12/2015 - 06h32

Família de 'veia artística' se reinventa e faz sucesso com telas e comidas

Mãe é artista plástica em MS e expôs telas durante um circuito na Europa. Filhas gêmeas 'herdaram' talento e atuam no ramo da alimentação.




Por Graziela Rezende do G1 MS / Redação Pantanal News

Tela pintada por artista plástica em Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Tela pintada por artista plástica em Campo Grande (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

A expressão “veia artística” nunca coube tão bem quanto para a família Gomes. Após pouco tempo de conversa, a impressão é que, além do sangue, corre nas veias um talento transmitido de mãe para as filhas gêmeas, atualmente com 34 anos. E diante a crise econômica, elas se reinventaram e “tocam” o próprio negócio, o que já garantiu o mérito de preparar a sobremesa para uma artista global, bem como uma média de 4 mil marmitas fit ao mês e uma exposição na Europa ao longo destes anos.

Olhar de criança indígena é marcante na tela de artista (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Olhar de criança indígena é marcante na tela de
artista (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Campo Grande foi a inspiração da matriarca e artista plástica Maria Raquel Gomes, de 65 anos. Catarinense, de Brusque, ela veio paraMato Grosso do Sul em 1974. Aqui constituiu família e teve quatro filhas, todas “Annas”. “Estudei Belas Artes em Curitiba e terminei em 1970. Conheci na faculdade o meu marido e ele foi transferido para Mato Grosso do Sul. Aqui aguardei a filha mais nova começar a estudar para montar o meu próprio ateliê”, explicou ao G1 a artista.

Por um tempo, Maria Raquel deu aulas para filhas das amigas, em um quarto improvisado. No entanto, em 1995, ela deu início ao seu ateliê, com aulas de pintura, desenho artístico, escultura, entre outras técnicas. “Eu fui convidada para expor as minhas telas em diversas universidades aqui, ficando em 1° lugar em algumas competições. Em 2004, participei do anuário brasileiro de artes plásticas. Já em 2005, foi o momento de participar de uma exposição itinerante em três países da Europa, como Paris, Londres e Espanha”, comentou Gomes.

Imagens foram expostas em três países da Europa (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Imagens foram expostas em três países da
Europa (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

As quatro filhas cresceram em meio ao trabalho da mãe. “Além dos quadros, sempre gostei muito de cozinhar. Fazia cucas alemãs artesanais e todas gostavam, até o momento em que elas tomaram gosto e começaram a testar receitas. Sempre vivi em meio a essa correria, ainda mais quando houve o início da faculdade de arquitetura aqui e as provas práticas”, comentou.

De um mês para outro, ela viu o ateliê crescendo, principalmente com alunos em preparação para a prova específica de universidades como a UFMS, USP, entre outras. No entanto, em 2014, a “crise”, como ela mesmo define, a atingiu e o movimento caiu ao menos 70%. “Por isso agradeço o fato de todas serem graduadas. A mais velha, de 36 anos, é médica veterinária. As gêmeas são zootecnista e arquiteta. A caçula, hoje com 30 anos, é advogada. E mesmo assim, elas conciliam a profissão com a arte e isto me orgulha muito”, brincou.

Empresária com doces artesanais  (Foto: Anna Thaís Gomes / Arquivo Pessoal)Empresária com doces artesanais (Foto: Anna Thaís Gomes / Arquivo Pessoal)

Desejo e criação da Dona Cuca
Casada, mãe de dois filhos, a zootecnista Anna Thaís Gomes, atua na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De 
Campo Grande, ela foi transferida para Brasília. Lá a vontade de comer as cucas artesanais continuaram. “Eu não encontrava em lugar nenhum e conversei com o meu marido, pois sempre pensamos em ter um negócio. Então em 2008 me descobri e inclusive começei a fazer um curso de chef de cozinha”, ressaltou.

Cuca alemã artesanal fabricada por confeiteira (Foto: Anna Thaís Gomes / Arquivo Pessoal)Cuca alemã artesanal fabricada por confeiteira
(Foto: Anna Thaís Gomes / Arquivo Pessoal)

"Eu acredito que eu tenho esse dom da minha mãe mesmo, mas atuando na confeitaria. Sempre trabalhei na minha área, mas, desde 2006 já tinha os pensamentos voltados para o meu próprio negócio. E cresci comendo a cuca catarinense, que possui um segredo na fermentação. Em agosto, saí para procurar no meu bairro, mas não encontrei", explicou.

Sem a tão desejada cuca, Anna aproveitou um grupo de WhatsApp do condomínio e postou que estava aceitando encomendas de cucas.

"Eu coloquei lá e recebi 25 pedidos no sábado e mais 25 no domingo. O negócio foi crescendo muito e hoje tenho a produção mensal de 700 cucas. Sou procurada para ter franquias da Dona Cuca, exposições e no próximo ano vou montar a minha primeira loja física, além de três quiosques em shoppings da cidade", disse a microempresária.

Cuca considerada 'a mais desejada' pelos clientes (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Cuca considerada 'a mais desejada' pelos clientes
(Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

No último final de semana, ela conta que recebeu encomenda para um jantar reservado.

"Nós estamos atendendo aos senadores da cidade e também atendemos a uma exigência da atriz Letícia Spiller. Ela participou de um jantar reservado aqui em Brasília e pediu que a sobremesa fosse a nossa cuca de queijo, com geléia de amora. Esta, inclusive, tenho inspiração que vem da minha mãe", comentou.

Muitas 'curtidas' na comida fit
Enquanto a irmã vai na linha doce, Anna Letícia Gomes atua com os salgados. Até na preparação das marmitas fit, ela diz que usa todo o "capricho" que aprendeu com a mãe, em Campo Grande. Atualmente, a empresária reside em Curitiba (PR). "Eu sou arquiteta e também uso dessa veia artística da família, tanto que sou muito detalhista e elaboro toda a apresentação do meu cardápio e pratos. Cada coisa que está ali tem um motivo e as pessoas falam que a apresentação da comida é linda", argumentou.

Cardápio é elaborado por proprietária de marmitaria fit (Foto: Anna Letícia Gomes / Arquivo Pessoal)Cardápio é elaborado por proprietária de marmitaria fit (Foto: Anna Letícia Gomes / Arquivo Pessoal)

Transferida de Campo Grande para Curitiba, Anna Letícia disse que pediu demisão do trabalho no mês de março de 2015. "A pressão estava muito grande e resolvi sair. Também estava um pouco desmotivada com o meu corpo, após três gestações. Então procurei um nutricionista e constatei que poucos ou nenhum local entregava comida voltada para pessoas em dieta. Em pouco tempo, diminui meu percentual de gordura de 29% para 14% e perdi 13 kg", informou.

Desempregada, ela conta que decidiu colocar em prática a idéia de ter o próprio negócio, fazendo o que realmente gostava. "Montei um folder no meu próprio celular e fiquei esperando clientes, divulgando em grupos. Foram 500 encomendas e fechei o primeiro mês entregando 2 mil marmitas. Agora a média é de 4 mil marmitas ao mês. Nós viramos referência aqui na cidade e o meu marido, que atuou mais de 10 anos com comércio exterior, agora só trabalha comigo", disse.

Alimentação é balenceada e de baixa caloria (Foto: Anna Letícia Gomes / Arquivo Pessoal)Alimentação é balenceada e de baixa caloria
(Foto: Anna Letícia Gomes / Arquivo Pessoal)

Em oito meses, eles cresceram o suficiente para contratar mais três funcionários. E a empresária pretende iniciar uma nova faculdade: nutrição.

"A idéia também é ampliar o quadro de funcionários, pois estamos com fila de espera todas as semanas. Pretendemos ainda trabalhar com outras refeições, além do almoço e da janta. Papinhas para crianças é uma delas. Sobre os pedidos, o predileto é a muqueca de tilápia fit", comentou.

Neste mês, a empresa ainda fechou uma parceria e irá patrocinar a atleta de Muay thai, Jennifer Maia, que é campeã invicta e está de contrato assinado no UFC. "Não teve um único dia que duvidei do que estávamos propondo. Atingimos uma média de 25 mil pessoas em uma única postagem e a felicidade é imensa. Desejo a todos que prosperem desta maneira", finalizou a empresária.

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