zap
   

especiais

seções

colunistas

blogs

enquete

Na sua opinião, o Pantanal já sente os efeitos do desmatamento?
Sim
Não
Não sei
Ver resultados

tempo

newsletter

receba nosso newsletters
   
Rádio Independente

expediente

Pantanal News ®
A notícia com velocidade, transparência e honestidade.

Diretora-Geral
Tereza Cristina Vaz
direcao@pantanalnews.com.br

Editor
Armando de Amorim Anache
armando@pantanalnews.com.br
jornalismo@pantanalnews.com.br

Webmaster
Jameson K. D. d'Amorim
webmaster@pantanalnews.com.br

Redação, administração e publicidade:
Aquidauana:
Rua 15 de Agosto, 98 B
Bairro Alto - CEP 79200-000,
Aquidauana, MS
Telefone/Fax (67) 3241-3788
redacao@pantanalnews.com.br

Escritório:
Corumbá:
Rua De Lamare, 1276 - Centro
CEP 79330-040, Corumbá, MS
Telefone: (67) 9235-0615
comercial@pantanalnews.com.br
pantanalnews4@terra.com.br

 
Meio ambiente - 21/11/2015 - 06h34

Crise hídrica: o solo é nosso melhor reservatório




Por Renata Andrada Peña / Comunicação - Programa Água para Vida / Communications Officer – Freshwater Programme / Redação Pantanal News

O Brasil é abundante em água. Detém 12% da reserva superficial disponível no planeta – rios, lagos, cachoeiras, lagoas e pântanos - e mais 45.000 km³ subterrâneos – o equivalente a uma piscina do tamanho do Brasil com cinco metros de profundidade. Por que então enfrentamos crises de abastecimento como a vivida em São Paulo?

Para responder essa questão e falar sobre conservação dos recursos hídricos, o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, Júlio Cesar Sampaio, participou no dia 17 de novembro da mesa redonda “Crise hídrica e usos da água” no Instituto Federal de Goiás, em Formosa.

Segundo Júlio Cesar, a crise hídrica de São Paulo, por exemplo, aconteceu, entre outros fatores, por descuido com os rios e nascentes. “Cuidamos muito mal das nossas águas. São Paulo têm dois rios dentro da cidade, o Tietê e o Pinheiro, e eles estão abandonados, contaminados”, disse o coordenador.

“A crise hídrica não se resolve apenas com construção de reservatórios. É necessário investir em reflorestamento e proteção das matas ciliares e reverter os processos de degradação ambiental das nascentes”, afirmou Sampaio. “O melhor reservatório que existe na face da Terra é o solo, que, por meio da infiltração da água, abastece os aquíferos (águas subterrâneas) e, consequentemente as nascentes e rios. São os rios que enchem os reservatórios construídos pelo homem”, continua o coordenador do WWF-Brasil. “Mas para que o solo tenha condições de receber e infiltrar a água, ele precisa ser corretamente manejado, o que inclui uma correta cobertura vegetal, dentre outras ações”, conclui Sampaio.
 
Modelo de conservação dos recursos hídricos
Durante a palestra, o coordenador do WWF-Brasil citou o Pacto em Defesa das Cabeceiras do Pantanal, como um projeto modelo de conservação dos recursos hídricos, atualmente executado no Mato Grosso, e que deveria ser replicado em outras regiões do país.

“O Pacto é uma aliança idealizada pelo WWF-Brasil entre o governo de Mato Grosso e prefeituras, o setor privado e a sociedade civil organizada para proteger uma região composta por 25 municípios, onde há pelo menos 50 nascentes a serem recuperadas e mais de 700 quilômetros de rios - Paraguai e afluentes como Sepotuba, Cabaçal e Jaurú”, explicou Sampaio.

As ações de recuperação e conservação (de matas ciliares, rios e nascentes) estão sendo desenvolvidas em uma área conhecida como Cabeceiras, onde nascem as águas que possibilitam a inundação de quase 80% do Pantanal e a manutenção da biodiversidade e garantem o abastecimento de municípios onde vivem e trabalham pelo menos três milhões de pessoas.

Atualmente, mais de 60 entidades trabalham juntas para colocar em prática ações de recuperação e conservação das águas das cabeceiras. É um movimento inédito e pioneiro de conservação no Pantanal que conta com o apoio de todos os prefeitos, independentemente de partidos, do governo do estado de Mato Grosso, que transformou o movimento numa política pública, ambientalistas e produtores, todos unidos na mesma causa.

Ao aderir ao Pacto, cada instituição opta por implementar em seu município pelo menos três ações que preservem as nascentes e os rios, como, por exemplo, a recuperação de áreas degradadas, recuperação de nascentes, recuperação de matas ciliares, melhoria da qualidade da água dos rios, adequação ambiental de estradas rurais e estaduais, melhoria do saneamento básico ou até mesmo a troca de experiências de educação ambiental existentes na região.

Compartilhe


Deixe o seu comentário

Todos os campos obrigatórios. Seu e-mail não será publicado.

Nome:

E-mail:

Seu comentário:
Sistema antispam

Digite aqui o código acima para confirmar:


 


Comentários
 
Últimas notícias do canal
16/10/2017 - 18h59
Incêndio consome parque estadual há 4 dias em MS
13/10/2017 - 10h45
MS 40 Anos: O desafio de harmonizar população e natureza nas lagoas
11/10/2017 - 07h05
PMA recolhe tatu de 36 kg atropelado na rodovia
04/10/2017 - 07h02
PMA captura veado atropelado
28/09/2017 - 13h48
Incêndio assusta moradores em Porto Quijarro, na fronteira do Brasil com a Bolívia
 
Últimas notícias do site
17/10/2017 - 16h42
PMA autua fazendeira por degradação em margem de rio
17/10/2017 - 16h02
Aprovado projeto que incentiva entidades filantrópicas
17/10/2017 - 15h58
Membro atuante da CPI, Dr. Paulo Siufi apoia reivindicação de trabalhadores da JBS
17/10/2017 - 14h39
Bombeiros fazem sobrevoo para avaliar combate a fogo que já destruiu 20 mil ha
17/10/2017 - 14h00
Fazendeiro é autuado em R$ 18 mil por desmatamento e exploração ilegal de madeira
 

88

Untitled Document
 ® 2009  

CPN - Central Pantaneira de Notícias
PantanalNEWS - Marca registrada 1998-2009
Todos os direitos reservados.