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Saúde - 21/11/2015 - 06h08

Pacientes dão 'injeção de ânimo' a jovens voluntários em Dourados, MS

Bem-me-quer é realizado em Dourados e tem 90 jovens voluntários. Intenção de projeto é quebrar rotina de pacientes e profissionais da saúde.




Fotos: Aline Paterlini/Arquivo Pessoal

Voluntário brinca com criança.



Voluntários dançando com crianças.



Da direita para esquerda: Aline, idoso que "adotou" alunas, Camila, e outro idoso.
Por G1 MS / Redação Pantanal News

Jovens com muita saúde decidiram se juntar para dar um pouco de alegria a pessoas que estão privadas de liberdade, seja porque estão internadas ou no asilo. Mas o que era para ser um simples trabalho voluntário acabou se transformando em "injeção de ânimo" para o grupo de 90 voluntários do projeto Bem-me-quer, em Dourados, cidade a 214 quilômetros de Campo Grande.

Coordenadoras gerais e alunas de medicina, Aline Paterlini, de 20 anos, e Camila do Carmo Siqueira, de 19 anos, contaram ao G1que as visitas que os voluntários realizam promovem contato com a comunidade e constrói um olhar diferenciado na profissão que escolheram seguir. “No projeto tem alunos de medicina e de outros cursos também, porque nós percebemos que a humanização é importante para todos”, disse Camila.

Elas ainda explicaram que o projeto é composto de acadêmicos de três universidades da cidade, além disso, há diversas coordenações. “É segmentado, tem coordenadores gerais, financeiros, de eventos. Os financeiros, por exemplo, arrecadam dinheiro para maquiagem, já que usamos nas visitas”, informou Camila.

 

Se entregar a uma causa e dar atenção aos que precisam se tornou realidade para as futuras médicas em 2013, ano que iniciaram o curso. “O projeto foi apresentado para a gente através dos veteranos. Ali vi uma ótima oportunidade, a de lidar com pessoas diferentes”, afirmou Aline. 

A ação em prol do bem-estar de pacientes é mais que um projeto. Para as amigas também se tornou uma espécie de “família”. “Vim de fora e, quando entrei no projeto, começou a criar uma estrutura aqui. Ele me deu a oportunidade de fazer bem para outras pessoas, de me entregar a alguma causa”, contou Aline ao G1. Já para Camila, o projeto deu a oportunidade de fazer a diferença na vida de alguém. “Pude sair desse mundinho de 'estou fazendo medicina', tirar essa arrogância e conhecer novas pessoas, de abordá-las. O projeto é algo natural para mim”, completou Camila.

Adotadas
Em projetos sociais há sempre um momento, conversa ou pessoa que marca a vida de voluntários. Para as meninas não é diferente. Elas contaram que juntas passaram por uma situação e até foram “adotadas”.

“Tem um senhor que sempre gosta da gente. Em um dia até tiramos foto com ele, e ele pediu a foto, queria guardar. No dia que fui levar para ele, conversamos e ele chorava, disse que quando íamos lá ele ficava muito feliz. E ele é sempre o mais alegre do lar do idoso, sempre interage, mas naquele dia ele contou que tinha problemas, mas com a gente ele esquecia disso. Essa situação foi bem intensa, saímos de lá com os olhos cheios de lágrimas. E para completar ele disse que éramos como filhas dele em Dourados, porque ele podia dar carinho para a gente”, enfatizou Camila.

Bem-me-Quer
O Bem-me-Quer foi criado em 2007, como projeto de extensão do Centro Acadêmico de Medicina - Camilo Ermelindo da Silva (CACES), sob coordenação de alunos e orientado pelo professor Emerson Henklain Ferruzzi.

A intenção do projeto é quebrar a rotina dos pacientes e profissionais de saúde da rede pública com bom humor, conforto e humanização.

 

Voluntários reunidos (Foto: Aline Paterlini/Arquivo Pessoal)Voluntários reunidos (Foto: Aline Paterlini/Arquivo Pessoal)

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