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Meio ambiente - 04/11/2015 - 06h20

Plantas medicinais melhoram saúde dos peixes em piscicultura




Fotos: Síglia Souza










Por Assessoria / Redação Pantanal News

Plantas conhecidas pelo uso terapêutico na saúde humana também podem proporcionar tratamento eficaz para doenças bacterianas e parasitárias que atacam peixes cultivados. É o que vêm demonstrando pesquisas lideradas pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM), que apresentam resultados promissores ao encontrar  plantas medicinais com substâncias que poderão ser futuramente usadas em bioprodutos para evitar perdas de produtividade em piscicultura. 

Entre os resultados recentes de projeto da Embrapa Amazônia Ocidental, cinco óleos essenciais extraídos de plantas medicinais se mostraram eficientes contra a bactéria Aeromonas hydrophila, principal agente causador de doenças na criação de peixes. Os óleos essenciais que apresentaram atividade antibacteriana foram extraídos das plantas alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum), alecrim-pimenta (Lippia sidoides), erva-cidreira (Lippia alba)  hortelã-pimenta (Mentha piperita) e gengibre (Zingiber officinalis). A líder do projeto, pesquisadora da Embrapa Amazônia Ocidental, Edsandra Chagas, informa que esses óleos apresentaram ação bacteriostática (inibem o crescimento) e bactericida (produzem a morte da bactéria).
 
Outro resultado importante para o tratamento de doenças parasitárias em peixes, utilizando produtos naturais, foi a identificação de que um princípio ativo encontrado em algumas plantas aromáticas pode ser utilizado para controle de parasitos que afetam peixes. Trata-se do eugenol, encontrado em algumas plantas aromáticas, como o cravo-da-índia (Eugenia caryophyllata) e alfavaca-cravo (Ocimum gratissimum). Pesquisa da Embrapa Amazônia Ocidental identificou que o eugenol usado no tratamento de tambaqui (Colossoma macropomum) mostrou-se eficaz contra monogenoides, parasitos do grupo helmintos que são encontrados nas brânquias. "Constatamos que o eugenol tem efeito anti-helmíntico e é um princípio ativo eficiente no controle de monogenoides, podendo ser indicado para uso na piscicultura", afirma a pesquisadora Cheila Boijink, coordenadora da pesquisa.
 
Embora sejam resultados preliminares para o tambaqui, a perspectiva é bastante positiva em relação ao uso de plantas com propriedades terapêuticas na piscicultura. "Vários estudos mostram que o emprego das plantas medicinais não apresenta efeitos nocivos para a saúde humana e para o ambiente, além de apresentarem resultados promissores no controle de doenças parasitárias e bacterianas em peixes", afirma Edsandra Chagas, líder de projetos de pesquisa em sanidade aquícola. Países como China, México, Índia, Tailândia e Japão já utilizam produtos naturais na criação de peixes e camarões, com bons resultados. 
 
Tambaqui 
 
Na Embrapa Amazônia Ocidental, o principal foco das pesquisas com plantas medicinais na piscicultura é a melhoria das condições de saúde do tambaqui, o principal peixe cultivado na região Norte do Brasil e que ocupa o segundo lugar na produção nacional, depois da tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus).
 
A criação de tambaqui vem crescendo no País e os dados oficiais indicam que a produção nacional de tambaqui já corresponde a 22,6% da produção total da piscicultura brasileira, o que representa 88,7 mil toneladas/ano, das 392,5 mil toneladas/ano da piscicultura nacional. Os dados são da pesquisa Produção da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Além do tambaqui,  são realizadas pesquisas de sanidade aquícola com outras espécies de peixe, como a tilápia-do-nilo e a cachara (Pseudoplathystoma fasciatum), em parceria com outros centros de pesquisa da Embrapa e instituições de pesquisa. Os óleos produzidos na Embrapa Amazônia Ocidental estão sendo testados em avaliações para a atividade imunoestimulante, antibacteriana e antiparasitária, em diversas situações.
 
Em avaliação na Embrapa Tabuleiros Costeiros (AL), o óleo essencial da alfavaca-cravo apresentou atividade antiparasitária em tilápia-do-nilo no controle de monogenoides. Foram realizados testes em laboratório (avaliações in vitro) para verificar o efeito do óleo sobre o microrganismo e a alfavaca-cravo demonstrou 100% de eficácia. Também foram feitos testes em que se expõe o peixe ao produto, chamados de avaliações in vivo, e nesse caso a eficácia foi de 88%, com três aplicações em dias alternados, na forma de banhos curtos.
 
Em outra avaliação, no Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos (Aquos) do Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram realizados alguns tratamentos em tilápia-do-nilo com óleos essenciais das plantas alecrim-pimenta (Lippia sidoides) e hortelã-pimenta (Mentha piperita). Foram verificados seus efeitos como antiparasitários contra vermes (Monogenea) parasitos de brânquias de tilápia, na forma de banhos de curta duração. Nesses tratamentos, houve redução do parasitismo em 75% com Lippia sidoides e em 72,5% com Mentha piperita. 
 
No mesmo laboratório da UFSC, foram verificados resultados em outras avaliações, que sugerem o potencial do óleo essencial de manjericão-cravo (Ocimum gratissimum) como promotor de crescimento e do óleo essencial de gengibre (Zingiber officinale) com efeito imunoestimulante na tilápia-do-nilo. Nesses casos, os tratamentos foram feitos com inserção dos óleos na ração dos peixes.
 
O pesquisador da UFSC Maurício Laterça Martins, um dos responsáveis por essas avaliações, informa que análises hemato-imunológicas, bioquímicas e histológicas estão sendo conduzidas para complementar esses resultados. "Esses trabalhos auxiliam na compreensão dos efeitos desses óleos essenciais sobre os mecanismos imunológicos dos peixes," diz. Martins considera promissor o uso dos produtos naturais na piscicultura. "Existe grande interesse na utilização desses extratos ou óleos essenciais devido à sua segurança em relação aos produtos sintéticos convencionalmente utilizados no tratamento de enfermidades", afirma.
 
Boas práticas de cultivo ajudam a manter o princípio ativo nas plantas
 
O pesquisador Francisco Célio Chaves, do Laboratório de Plantas Medicinais e Fitoquímica da Embrapa Amazônia Ocidental, é o responsável pela produção das espécies vegetais e extração dos óleos essenciais em avaliação nas pesquisas. Chaves explica que a padronização em ótimas condições do sistema de cultivo das plantas medicinais influencia no teor de princípio ativo encontrado nelas e isso é um pressuposto quando se pensa em futuramente atender a indústria para a produção de bioprodutos.

Por isso é realizada a pesquisa agrônomica para o conhecimento de quais as melhores condições para o processo de produção da muda, adubação, tratos culturais e momento correto da colheita. São estudadas ainda as melhores condições para preparação das plantas para extração do óleo essencial. "Com essas condições mais controladas de cultivo, consequentemente se tem matéria-prima de melhor qualidade, para se obter o teor de princípio ativo dentro dos padrões exigidos", explica o pesquisador. 
 
Após o cultivo e a obtenção do óleo essencial das plantas pela Embrapa Amazônia Ocidental, os óleos são analisados na Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), para determinação do perfil fitoquímico. 
 
Doenças na piscicultura representam riscos à produção
 
Com o crescimento dos empreendimentos de piscicultura e da produção em escala intensiva, tem se verificado maior ocorrência de doenças em peixes. Essas enfermidades podem causar mortalidade dos peixes e perdas de lucratividade aos produtores. A busca por princípios ativos presentes em plantas medicinais é uma alternativa que as pesquisas vêm avaliando para oferecer opções para o tratamento de doenças na aquicultura. Além disso, outras estratégias são adotadas com foco em práticas de manejo para prevenir as enfermidades e manter os plantéis mais saudáveis.

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