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Cultura - 08/10/2015 - 10h00

Com 24 anos de história, Museu de Arte Contemporânea revelou artistas de MS para o mundo




Fotos: Edemir Rodrigues










Por TANIA SOTHER / Redação Pantanal News

Campo Grande (MS) – O Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco), ao longo de seus quase 24 anos de história, tem sido palco de importantes exposições, revelando artistas para o cenário nacional e internacional e se tornando centro de referência para as artes plásticas no Estado. Criado em 17 de dezembro de 1991, teve a primeira sede instalada em um prédio na esquina da Avenida Calógeras com a Rua Cândido Mariano, na região central de Campo Grande.

Em 2002, a inauguração da atual sede do Marco deu novo impulso ao movimento artístico do Estado, ampliando o calendário anual e possibilitando um número maior de exposições. A diretora do Marco, Maysa Barros, lembra a exposição que marcou a inauguração do novo prédio. “Fizemos uma belíssima exposição, em parceria com o Sesc, sobre os ícones de Mato Grosso do Sul. Foi um trabalho intenso de levantamento que resultou na edição de um livro”.

A escolha dos trabalhos a serem expostos no Museu é feita através de editais lançados anualmente em outubro e novembro. O trabalho de seleção é feito por artistas, professores e críticos no mês de fevereiro. As exposições selecionadas compõem  um calendário anual, com trocas realizadas a cada dois meses.

A artista plástica Priscilla Pessôa fala com carinho do espaço. “Sendo o único espaço voltado para a arte contemporânea no MS, com um processo seletivo consistente e um prédio que favorece muito as montagens, é sempre uma honra e uma ótima janela realizar uma exposição no Marco. Tive a oportunidade de realizar quatro individuais e participei de inúmeras coletivas e salões, e, sendo assim, a minha trajetória se confunde e entrelaça com a do museu. Sinto como se fosse minha casa, um lugar ao qual eu devo muito.”

A origem e o acervo

Unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, o Museu de Arte Contemporânea teve origem na Pinacoteca Estadual, com prêmios aquisitivos dos salões de arte, realizados a partir de 1979, além de doações de artistas e particulares. Em 1984 este acervo já contava com 230 obras. As doações, principal forma de aquisição de obras, são feitas basicamente por artistas, famílias e colecionadores.

Este vasto e significativo acervo contempla uma coleção com mais de 1500 obras nas mais diversas linguagens: pinturas, esculturas, objetos, fotografias, desenhos, gravuras e uma coleção especial com todo o acervo (diários, fotografias, pinturas e documentos) de Lídia Baís, uma das pioneiras das artes plásticas modernas do estado, e Ignês Corrêa da Costa, aluna de Portinari que colaborou em obras como os murais azulejados e os painéis do auditório do Palácio Gustavo Capanema, no Rio, além da igreja da Pampulha em Belo Horizonte.

Entre as obras de artistas sul-americanos no acervo do Marco estão os argentinos Fernando Suárez (pintura) e Maria Perez Sola (gravura) e os fotógrafos paraguaios Luiz Vera e Juan Britos. Da região Centro Oeste possui obras de Divino Sobral, Darlan Rosa, Gervane de Paula, Omar Franco, Glenio Lima, Elder Rocha, Marcelo Solá, Maria Guilhermina e Marina Boaventura.

Em 2001, o museu recebeu gravuras doadas pelo Instituto Itaú Cultural, de consagrados artistas brasileiros nas técnicas de xilogravura, serigrafia, gravura em metal e litografia de: Evandro Carlos Jardim, Ferez Khoury, Louise Weiss, Maria Bonomi, Renina Katz e Ruben Mattuck.

Já em 2003, duas grandes doações foram incorporadas ao acervo, sendo um significativo conjunto de 138 obras de Vânia Pereira, doado pela família da artista já falecida, e também a doação de 104 obras do artista plástico Genésio Fernandes. Vale destacar entre os artistas sul-mato-grossenses as pinturas da importante série “Divisão do Estado” de Humberto Espíndola, as gravuras de Vânia Pereira e Roberto De Lamônica, a pintura abstrata de Wega Nery, a primeira artista plástica do Estado a expor fora do País.

Desde sua instalação no novo edifício, em 2002, um importante trabalho de complementação do acervo é desenvolvido. Além de novas aquisições para a coleção do museu projetos são desenvolvidos na área de conservação, desde a implantação de reserva técnica adequada para acondicionar as obras assim como a recuperação de algumas peças do acervo que se encontravam em processo de deterioração.  Um conjunto contendo 34 pinturas da artista campo-grandense Lídia Baís e uma de Inês Correa da Costa foram restaurados, entre 2004 e 2006, possibilitando à população o acesso a obras que estavam em permanente procedimento de guarda.

O Marco conta ainda com uma coleção de 14 obras de artistas brasileiros doada por Pietro Maria Bardi, 30 xilogravuras de Oswald Goeldi, 25 gravuras do Projeto Bozano Arte e Natureza, com nomes como Beatriz Milhazes, Daniel Senise, Flávio Shiró, Carlos Vergara, Siron Franco e Tomie Ohtake.

Em 2008 foi contemplado na 2ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça para “Aquisição de Acervos”, com obras de três importantes artistas de relevância para a arte local- Wega Nery, Ignês Corrêa da Costa e Jorapimo.

E em 2012, o Marco recebeu a exposição “Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência”, um registro fotográfico, inédito, realizado pelo fotógrafo documentarista André Cypriano em negativo convencional preto-e-branco tratado digitalmente, resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil. A exposição itinerante, contou com o patrocínio da Petrobras e de recursos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura.

No mesmo ano, a Ginga Cia. de Dança, sob a coordenação da bailarina Renata Leoni, escolheu uma das salas do Marco para apresentação do espetáculo, Estudos de superfície, contemplado pelo prêmio Klauss Vianna 2011 da Fundação Nacional de Artes/Funarte marcando os 25 anos da companhia.

Um ano depois, o acervo do museu foi contemplado com 64 gravuras em cliché-verre de Alex Cerveny premiado pela 5ª Edição do Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte. Em 2014, a mostra, Ka-ta-pumba, instalação do artista plástico paulistano Laerte Ramos, premiada na 7ª edição do edital Marcantônio Vilaça (Funarte/MINC) com um total de 108 esculturas foi salvaguarda pelo acervo do Marco.  Também em 2014, o Marco recebeu a exposição, Nos Caminhos Afro, fotografias em preto e branco do fotógrafo, etnólogo, antropólogo e pesquisador francês consagrado internacionalmente, Pierre Verger, cumprindo a terceira etapa de um projeto de itinerância da Petrobras.

Em 2015, o Marco recebeu a exposição contemplada pelo edital dos Correios 2015, Mário de Andrade: etnógrafo, fotógrafo, poeta; que narra a paixão pelo Brasil através do olhar fotográfico daquele que foi um dos maiores escritores do país, Mário de Andrade. No corrente ano, o marco também inaugurou a mostra, Never ending tour (Bob Dylan), treze pinturas e nove desenhos do consagrado artista plástico brasileiro, Luiz Aquila (RJ).

Maysa Barros lembra que em 2006,  a exposição  do artista Evandro Prado – “ Habemus Cocam no Marco” , uma individual com mais de 20 pinturas grandes, que provocou uma grande polêmica. Para Evandro, “isso foi um fato que reverteu de forma positiva, pois levou mais público para ver a exposição além de alavancar minha arte, que ficou mais conhecida.”

Atualmente vivendo em São Paulo, Evandro continua trabalhando com pintura, instalações e outras técnicas para desenvolver os trabalhos. “Realizei uma importante exposição individual este ano no Rio de Janeiro, participei de exposições coletivas além de residência artística em Alagoas, juntamente com o Grupo Alugase, com prêmio da Funarte.”

Ele ressalta a importância do Marco na sua trajetória profissional. “Foi o museu onde vi muitas exposições que me influenciaram durante minha formação e ainda onde pude expor por diversas vezes, em coletivas e individualmente. Sua importância extrapola o estado e provoca grande intercâmbio no mundo das artes do centro oeste, principalmente.”

Por meio do Marco é possível traçar um panorama histórico e iconográfico das artes plásticas fortalecendo a instituição como importante centro de fomento, debate e reflexão sobre a contemporaneidade. Mas a diretora do Marco, Maysa Barros, afirma que o trabalho diário é de uma “formiguinha”. “ Estamos formando público, com um trabalho principalmente nas escolas para através da arte proporcionar as crianças um olhar diferente da vida. Agendamos visitas guiadas com arte educadoras, trabalhamos diariamente para melhorar o nosso espaço “.

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