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Aldeias do Pantanal - 06/10/2015 - 08h45

Escolas indígenas são bilíngues e universidade ensina guarani em MS

Nas aldeias de Dourados, alunos aprendem português e língua materna. Em universidade no município, 25 alunos começaram curso de guarani.




Reprodução/TV Morena

Alunos não indígenas aprendem guarani em universidade de MS
Por G1 MS com informações da TV Morena / Redação Pantanal News

Enquanto alunos em aldeias indígenas aprendem a língua portuguesa, ao mesmo tempo que mantém a tradição de estudar a língua materna, o guarani, não índios buscam aprender na universidade esse idioma, que é o mais falado nas aldeias de Mato Grosso do Sul.

Em Dourados, a 214 km de Campo Grande, as reservas indígenas Jaguapiru e Bororó têm cerca de 14 mil indígenas. Conhecendo o português e mantendo a tradição do guarani, quase 25% da população dessas aldeias chegaram à universidade e concluíram o ensino superior. 

O contato com a língua portuguesa começa desde cedo, porque é fundamental para que cheguem até a universidade e ao mercado de trabalho, segundo a professora Kelly Aquino. Da pré-escola ao 3º ano eles estudam só o guarani e, a partir do 4º ano, começam a estudar também o português.

"Também exercer, entrar no campo de trabalho, que hoje é muito complicado por causa do preconceito também", ressaltou Kelly. Mas, os alunos das escolas indígenas não deixam de lado a cultura: 95% das crianças estudam guarani, chamada de língua materna.

Os professores que ensinam a língua materna são formados no tekoarando. "Interculturalmente ele faz [treinamento] acadêmico com indígenas guarani-kaiowá voltado para as escolas indígenas", explicou Zenilton Fernandes.

A vontade de ultrapassar a barreira do conhecimento levou 25 pessoas, a maioria não indígenas, a preencher todas as vagas e estudar guarani-kaiowá na primeira turma aberta pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

As aulas começaram em setembro e a grande procura demonstra o interesse local em promover intercâmbio cultural no estado. A professora da turma, Ianara Valeska, indígena formada em letras pela UEMS, é a prova da importância desse intercâmbio. "Ao mesmo tempo que nós, da aldeia, estamos conhecendo a língua da cidade, também dá oportunidade do pessoal da cidade aprender a nossa também", explicou.

Alunos
Aluna da turma, a advogada e professora de direito Roseli Stefannes resolveu conhecer a língua guarani-kaiowá para ensinar melhor os alunos indígenas.

"Nada mais justo do que possamos perceber o outro, trabalhar com isso na universidade, temos vários alunos guaranis, além disso também, temos a fronteira aqui, muito próximo, então é uma forma de valorizar o outro", ressaltou Roseli.

Aluna paraguaia, Noeli Galeano, diz que o guarani tem diferenças no país vizinhp. Outro aluno, Adilson Crepalde, fala que o objetivo é conhecer. "A gente evita inclusive, a violência, quando você conhece melhor o outro, através da sua lingua", pontuou.

"É interessante perceber como a visão deles de mundo é diferente da nossa, então, na língua guarani, você consegue perceber muitos aspectos, inclusive os culturais, até mais fácil compreendê-los", afirmou o aluno Gabriel Marchetto.

A aula é semanal e faz parte do projeto piloto do programa Redes de Saberes. De acordo com a coordenadora do Programa Rede de Saberes da Universidade, Beatriz dos Santos Landa, a alta procura mostra a relevância cultural das línguas indígenas.

Segundo ela, em Mato Grosso do Sul cerca de 35 mil indígenas são falantes dessa língua e o Brasil tem 270 línguas indígenas. Durante as aulas, os alunos aprendem e exercitam, principalmente, a conversação, mas também estudam noções da gramática escrita.

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