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Indústria e Comércio - 26/09/2015 - 06h18

Setor industrial de MS investe em tecnologia e se diversifica

Em período de dez anos, PIB do segmento deve crescer 343,75%. Indústrias de cosméticos e de fabricação de sensores são exemplos.




Por Anderson Viegas do G1 MS / Redação Pantanal News

Laboratório de controle de qualidade da Maná Terceirizações, indústria de comésticos instalada em Campo Grande (Foto: Anderson Viegas/Do G1 MS)Laboratório de controle de qualidade da Maná Terceirizações, indústria de comésticos instalada em Campo Grande (Foto: Anderson Viegas/Do G1 MS)

Em um período de dez anos, entre 2005 e 2015, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor industrial em Mato Grosso do Sul deve passar de R$ 3,2 bilhões para 14,2 bilhões, segundo dados da secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade) e estimativa da Federação das Indústrias do estado (Fiems), o que representa um incremento de 343,75%.

Neste mesmo intervalo de tempo a participação do setor no PIB do estado passou de 17,2% para 24,5%. A indústria, conforme a Fiems, responde pela segunda maior participação no PIB sul-mato-grossense, ficando à frente da agropecuária e do setor público e atrás somente dos serviços e comércio.

Nesta década, além da ampliação de plantas já existentes e a instalação de outras que processam produtos agropecuários, o setor industrial sul-mato-grossense investiu em tecnologia, se diversificou e se sofisticou. Um dos exemplos deste processo é a indústria de cosméticos Maná Terceirizações. Com investimento de quase R$ 1 milhão, a empresa começou a operar em maio deste ano, no bairro Guanabara, em Campo Grande.

O diretor administrativo da empresa, Marcelo Battaglin, disse que antes de instalar a fábrica fez uma pesquisa de mercado e identificou uma grande oportunidade de negócio. “Fizemos um levantamento e identificamos uma carência de fabricantes de cosméticos em Mato Grosso do Sul. Para se ter uma ideia, em Goiânia, Goiás, existem mais de 90 fábricas, e Campo Grande não possuía nenhuma regulamentada”, explica.

Outro fator que foi fundamental para a decisão de investir no segmento, de acordo com o diretor administrativo, foi o próprio potencial do setor de beleza no país. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos ligados à beleza, ficando atrás somente dos Estados Unidos e da China e em 2014, o faturamento do setor foi de R$ 101 bilhões, o que representou 1,8% por cento do PIB nacional.

Entre a decisão de investir no setor e a fábrica começar a operar, Battaglin disse que foi um ano de trabalho. Investindo em alta tecnologia, equipe técnica com elevado grau de conhecimento no setor e rígido controle de qualidade, a fábrica tem condições de produzir todos os tipos de cosméticos, desde perfumes, passando por creme até itens voltados aos tratamentos capilares.

A indústria, conforme ele, tem uma parceria com uma marca de cosméticos que já estava há dez anos no mercado, mas que produzia seus produtos em outro estado, a Ecoplus, e também desenvolve e produz cosméticos para outras empresas e marcas. “Já estamos atendendo clientes do Distrito Federal, de Mato Grosso e de São Paulo, além de empresas locais”, comenta Battaglin.

O diretor diz que a empresa está apta para atender desde o pequeno empresário até a grande empresa, desde a produção de uma linha de cosméticos que já existe até a assessoria para a implantação de uma nova novas marca. Um exemplo deste trabalho é o caso de uma médica sul-mato-grossense que tem um pesquisa relacionada ao uso da planta medicinal barbatimão, e que procurou a empresa para desenvolver em parceria uma linha de produtos voltados para o corpo e para o cabelo a partir destes estudos.

Vantagens de produzir no estado
A diretora comercial da Ecoplus, Marina Sanches, calcula que ao produzir seus cosméticos em Mato Grosso do Sul ao invés de São Paulo tem uma redução no custo de aproximadamente 30%. “Além de termos assegurada produtos de qualidade superior, temos redução da carga tributária, já que a produção é local e estamos gerando emprego e renda para a nossas cidade, para o nosso estado”, analisa.

Com uma linha de mais de 55 produtos profissionais voltados para salões de beleza principalmente, Marina diz que com a parceria o objetivo é ampliar o mercado e chegar ao varejo. “Queremos colocar nossos produtos em farmácias e outros estabelecimentos”, projeta.

De acordo com o diretor-administrativo da Maná, a empresa que conta atualmente com 15 funcionários, produz cerca de 2 toneladas de produtos por dia.

Outra empresa que atesta a diversificação da base industrial do estado é a Optimale Engenharia e Soluções Tecnológicas, que está sediada no bairro Tirandentes, em Campo Grande. Fundada em 2009 pelo empreeendedor Peter Cheung, doutor em hidráulica e saneamento, ela desenvolve, produz e comercializa tecnologias da informação e equipamentos para o mercado da indústria de água.

CEO da Optimale, Engenharia e Soluções Tecnológicas, Peter Cheung (Foto: Anderson Viegas/Do G1 MS)CEO da Optimale, Engenharia e Soluções Tecnológicas, Peter Cheung (Foto: Anderson Viegas/Do G1 MS)

CEO da companhia, Cheung explica que a empresa aplica conceitos da "hydroinformatics" para tratamento e análise de dados que vêm de redes de sensores instalados pela companhia. Desse modo, oferece ao mercado soluções completas para o gerenciamento integrado da água e energia em tempo real, desenvolvendo desde os equipamentos (hardware) e até os sistemas (software). Essas soluções, conforme ele, podem ser implantadas em qualquer meio físico, com redes de distribuição de água e esgoto, canais de drenagem urbana, sistemas industriais, edificações, rios, represas, lagos e aquíferos, entre outros.

Além de Mato Grosso do Sul, a empresa que tem uma equipe de dez pessoas, incluíndo os dois sócios, atende clientes como, por exemplo, concessionárias de abastecimento de água e coleta de esgoto em estados como Mato Grosso, Rio de Janeiro e no Acre. Como uma empresa de tecnologia, o CEO diz que o investimento em pesquisa e inovação é uma necessidade constante. Para isso, possui parcerias com instituições de ensino superior, como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), e com pesquisadores que são mestres e doutores. Esses profissionais dedicam algumas horas por dia no desenvolvimento de métodos e técnicas que são incorporadas aos produtos da empresa.

Os bons resultados já alcançados fazem Cheung projetar a ampliação da atuação da empresa para outro segmento, o do agronegócio. “Como nossa tecnologia podemos auxiliar os produtores a monitorar suas atividades e a melhorarem sua produtividade em várias áreas a partir da coleta e análise destes dados”, projeta

O secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, tem destacado reiteradas vezes que o governo do estado está voltado para fomentar a diversificação da matriz econômica sul-mato-grossense.

Ele tem citado vários projetos industriais que estão em implantação no estado e que corroboram com essa iniciativa, como, por exemplo: a implantação de novas linhas de produção de celulose da Fibria e Eldorado, em Três Lagoas; a indústria química de processamento de milho – ácido cítrico, lisina, ácidos diversos e vitamina C, em Maracaju; a fábrica de MDF e MDP, em Água Clara; a indústria de proteínas de soja, em Campo Grande; a indústria de etanol de milho, em Chapadão do Sul) e uma fábrica de cimento em Bela Vista.

 

 

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