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Economia - 19/09/2015 - 08h40

Carne sobe 32%, consumidor muda hábito e derruba venda em açougue




Fotos: Pedro Peralta

As carnes consideradas de segunda foram as que apresentaram maior variação de preço, chegando a ficar entre 15% e 32,71% mais caras.



Na Boutique da Carne NP, localizada na Avenida Julio de Castilho, o proprietário Alexandre Ferreira dos Santos diz que devido aos altos preços as venda atualmente estão bem fracas.



Luiz Carlos Victor da Silva, dono de duas casas de carne na região do Piratininga, notou que seus clientes estão optando mais pelos miúdos, ou trocando a carne vermelha por frango.



Raphaela de Oliveira, 32 anos, operadora de caixa, substitui a carne vermelha pelo peixe.
Por Mariana Rodrigues do Campo Grande News / Redação Pantanal News

O preço de algumas peças de carne ficaram até 32% mais caras conforme divulgado pelo IPC/CG (Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande), com isso as vendas na maioria dos açougues da Capital caíram, em alguns estabelecimentos a redução chegou a 17% entre uma semana e outra. As carnes consideradas de segunda foram as que apresentaram maior variação de preço, chegando a ficar entre 15% e 32,71% mais caras.

Luiz Carlos Victor da Silva, dono de duas casas de carne na região do Piratininga, conta que vendia R$ 44 mil por semana, porém na última semana as vendas caíram para R$ 27,9 mil. Ele notou que seus clientes estão optando mais pelos miúdos, ou trocando a carne vermelha por frango ou carne de porco. Segundo Luiz, os preços da carne de segunda estão quase se igualando aos cortes de primeira.

"Aqui sempre vendemos bem tanto a carne de primeira, quanto a de segunda, mas devido aos preços notamos que os cortes de segunda estão sendo os mais procurados", afirma. Dono de açougue há 7 anos, ele diz que considera o ano de 2015 o pior de todos os tempos para vendas de carne, devido aos altos valores e a baixa procura. "Até donos de restaurantes que antes compravam carne aqui diminuíram a quantidade ou pararam de comprar", comenta.

Na Boutique da Carne NP, localizada na Avenida Julio de Castilho, o proprietário Alexandre Ferreira dos Santos diz que devido aos altos preços as venda atualmente estão bem fracas. Durante a semana a queda foi de 40% enquanto nos finais de semana, onde tinha o maior movimento, o fluxo de clientes apresentou queda de até 50% . "Além do alto preço que está se pagando, está aumentando a escassez, a gente faz pedido para o frigorífico e ele não atende, esse é um dos maiores problemas. Podemos dizer que estamos passando por duas crises, uma seria a financeira e a outra a crise dentro do mercado que a gente atua com a falta do produto", diz. Na Boutique de Carnes NP, o preço da carne mais cara é o da picanha, comercializado por R$ 38 o quilo, e o corte mais barato é o músculo, sendo vendido à R$ 12,99 o quilo.

Os consumidores começaram a trocar a carne de primeira pela carne de segunda para poder economizar e garantir o produto na mesa, porém de alguns meses para cá, os valores entre os cortes estão praticamente se igualando. "Essa oscilação ocorre devido a compra, se começa a comprar mais a parte traseira do que dianteira, que é a carne de segunda, os frigoríficos não tem o que fazer com o dianteiro e acabam subindo a carne de segunda, subindo no frigorífico temos que subir também nas casas de carne", explica.

De acordo com o gerente da Casa de Carnes S4, Júlio César Mochi, as vendas no local não sofreram tanta alteração, porém o consumo maior é pela carne de segunda. Ele conta que notou que os clientes do local começaram a optar pelo frango e também pela carne de porco que estão mais em conta do que a carne vermelha. "Não tivemos alteração nos preços e aqui as vendas continuam no mesmo rítmo". A carne mais cara comercializada no local é a picanha que custa R$ 30 o quilo, já a mais barata é o músculo, vendido por R$ 12,99 o quilo.

Os consumidores reclamam dos preços altos e contam que diminuir o consumo ou substituir por outras carnes é a forma que encontraram para economizar. "A carne no geral está muito cara, por exemplo, a carne mais barata para fazer moída está saindo R$ 11,99 o quilo. A saída é diminuir por outras mais baratas e comprar pequenas quantidades", diz Fabrícia Bertolazo, autônoma de 30 anos.

Aparecida Carvalheiro Bondarazuk, 66 aos, é dona de restaurante, ela conta que vai atrás das promoções, mas não deixa de consumir carne. "Pesquiso nos mercados, compro onde tem promoção, só não dá para diminuir, o que fazemos no restaurante é variar nos pratos, por exemplo para dar uma economizada". Outra opção, segundo os consumidores é substituir por produtos mais baratos, como verduras e legumes, ou até mesmo peixe. É o caso de Raphaela de Oliveira, 32 anos, operadora de caixa. "Como o preço da carne está muito alto, na minha casa estamos optando pelo peixe, ou substituindo pelo frango. Notamos que o preço do peixe esta mais em conta", afirma.

Para Julio Brissac , analista de Mercado Rural e Business, um dos motivos para o preço da carne subir tanto é o baixo estoque de gado. "Basicamente o produto está abaixo da necessidade de demanda, é um produto que tem estoque baixo e além disso está na entressafra do boi. Estamos em um mercado de oferta e demanda", acrescenta.

Arroba- De acordo com informações de Adriana Mascarenhas da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de MS), no acumulado deste ano de 1º até 15 de setembro o preço da arroba ficou em R$ 134,38 valor pago à vista e em setembro de 2014 o valor da arroba estava em R$ 128,67. Se comparado com o período do ano passado, a alta é de 4,35% nos preços.

"O valor da arroba subiu, porque o mercado está em expansão, porém a oferta continua restrita ainda que a demanda continue recuada, e com a oferta restrita mantemos os preços em patamar elevado. Projetamos que não existe tendência de crescimento exagerado no valor da arroba, não tem projeção de aumento de oferta", diz.

Ainda conforme informou Adriana, as exportações estão em expansão, já que o consumo interno está desaquecido por causa da renda econômica reduzida e por isso as pessoas acabam comprando outro tipo de carne. 

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