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Saúde - 15/09/2015 - 06h09

Hanseníase – Doença deixou marcas físicas e psicológicas irreversíveis em muitas famílias




Fotos: Divulgação




Por Assessoria / Redação Pantanal News

Histórias de tristeza, discriminação, saudade e perspectivas para o futuro foram os temas discutidos ontem (14), durante a audiência pública “Hanseníase – História, avanços e perspectivas”, proposta pelo deputado estadual Amarildo Cruz (PT) em parceria com o Morhan - Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase. 

O objetivo da audiência foi sensibilizar a população sobre o holocausto vivido por essas famílias, principalmente nas décadas de 40 a 80. “Hoje, pouco se houve falar sobre a hanseníase, uma doença que causou grande sofrimento a muitas famílias, mas ela devastou a vida de muitas pessoas anos atrás, por isso é um assunto que precisa ser amplamente discutido", falou Amarildo Cruz. 

Artur Custódio, coordenador nacional do Morhan salientou que a mobilização é de extrema importância para mudar a imagem negativa da hanseníase. “O Morhan aqui no MS tem o papel fundamental de impedir que a população fique com sequelas, facilitar o acesso ao tratamento de saúde que é de extrema importância e principalmente, divulgar informações sobre a doença da maneira correta: tratamento, cura”, falou. 

A promotora do Ministério Público Estadual, Drª Filomena Depolito destacou que o diagnóstico precoce é essencial e que é fundamental a capacitação dos profissionais das Unidades Básicas de Saúde. 

Ana Lucia Américo, que representou a Sedhast na audiência falou da problemática da interrupção do tratamento. “Além de ser uma doença silenciosa, ela (hanseníase) traz um tabu por causa da discriminação, mesmo nos dias de hoje, o que faz com que o portador interrompa o tratamento. Precisamos desmistificar a hanseníase e trazer essa discussão para a sociedade”. 

O Superintendente da Vigilância Sanitária do MS, Luiz Carlos de Oliveira Junior, alertou que em Mato Grosso do Sul foram diagnosticados 1.067 casos novos em 2014. “Apesar dos números, isso é uma coisa boa porque esses novos casos podem tratados e curados”, explicou. Luiz Carlos falou ainda que MS a cura em Mato Grosso do Sul tem a média de 85% dos casos e está acima da média nacional que é de 75%. 

Amilton Fernandes, diretor administrativo do Hospital São Julião falou que o hospital atende não só a população local, mas também de outros estados da Federação pela referência no atendimento e ressaltou a importância da informação para tratar a doença. “A informação sobre a doença é muito importante, pois ainda hoje, no século XXI vemos muito preconceito”, destacou. 

O Secretário Municipal de Saúde de Campo Grande, Ivandro Fonseca, propôs a continuidade do programa “Fila Zero” para que a `busca’ por novos casos sejam intensificados nas Unidades Básicas de Saúde por meio dos atendimentos realizados por clínicos gerais. 

O deputado Amarildo Cruz ressaltou que a audiência pública teve um papel essencial para a continuidade do Morhan em Mato Grosso do Sul, visto que pontos importantes foram levantados. “Com certeza a audiência pública permite-nos aprofundar nessa temática complexa que é a hanseníase. O tema precisa ser ainda mais discutido e acompanhado para alcançarmos o objetivo do Morhan”, disse. 

O parlamentar sugeriu também um “Dia Estadual de Luta contra a Hanseníase”,  além de cobrar do Governo do Estado a intensificação no exames de identificação da doença e a inclusão do tratamento da hanseníase na Caravana da Saúde. 

Tombamento histórico - Outro ponto abordado durante a audiência foi a preservação histórica dos hospitais e educandários que serviram como abrigo para as famílias separadas. No caso de Campo Grande, o Hospital São Julião e o Educandário Getúlio Vargas. 

“Eu desconhecia a problemática da hanseníase aqui no nosso Estado, mas coloco o Iphan como parceiro para a realização do tombamento do São Julião e do Educandário Getúlio Vargas. É muito importante não só o tombamento das construções, mas principalmente a preservação da história, de tudo o que foi vivido nesses locais”, falou a Superintendente do Iphan (Instituto o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Norma Daris Ribeiro. 

O Secretário Estadual de Cultura, José Francisco Ferrari sugeriu que seja montada uma comissão para analisar os dados já levantados para efetivar o tombamento dos prédios e apoiou a iniciativa do deputado Amarildo Cruz em explorar esse tema. 

Indenização – Artur Custódio falou que o Morhan luta para que os filhos separados recebam uma indenização pelo transtorno causado.  Os pais já recebem uma pensão vitalícia, amparados pela Lei 11.520/07. "Os traumas psicológicos causados a essas famílias são irreparáveis, e nós acreditamos que a indenização para os filhos é uma maneira de minimizar o sofrimento das famílias”, defendeu. 

A promotora Filomena Depolito sugeriu que seja solicitada uma moção de apoio à Comissão Permanente de Defesa da Saúde, da qual faz parte para que seja encaminhada ao Congresso Nacional, fortalecendo assim o pedido pela aprovação do pagamento da indenização aos filhos separados.

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