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Artigos - 16/02/2015 - 06h29

Para onde vamos com a lógica econômica




Por Fernando Rizzolo(*)

Diante da instabilidade econômica no cenário internacional, e com a reeleição da presidente Dilma, as coisas pioraram muito. Muito mais do ponto de vista da credibilidade; é claro que ninguém poderia imaginar que depois do mensalão, surgiria um escândalo de corrupção de proporções gigantescas como esse que temos visto, da Petrobras – sabe-se lá qual a origem disso tudo. Imaginem vocês, a famosa Petrobras, que iria salvar o Brasil com a fantasia do pré-sal, com as imagens do presidente Lula e da presidente Dilma de macacões vermelhos exibindo o logotipo da empresa que é um dos orgulhos do Brasil. Essa empresa, meses depois, está no centro de um escândalo, totalmente assaltada e atolada em corrupção.

Na verdade não houve alternativa após a posse da presidente Dilma, que acabou estruturando uma política econômica conservadora nos moldes do PSDB. Mas, ao mesmo tempo, é uma estratégia estranha, a meu ver. Sabemos que há uma escalada da inflação em razão dos gastos públicos. Por isso, aumenta-se a taxa nominal de juros com o propósito de conter o consumo, ou seja, atua-se no aumento dos juros, mas pouco se faz na contenção dos gastos públicos. Portanto, até aqui, zero a zero.
Durante algum tempo, além do aumento das taxas de juros, o câmbio era, de certa forma, controlado com mais rigor através dosswaps cambiais. Entretanto, sem nenhuma justificativa compreensível, assim, “do nada”, surge uma declaração do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmando que não vê necessidade de manter o real valorizado. O resultado dessa estratégia foi que se perdeu um instrumento eficaz de contenção da inflação através de uma política cambial plausível do dólar em relação ao real. Essa contenção poderia ser posta em prática da maneira que exponho a seguir.
Uma das formas de contenção seria reduzindo a pressão inflacionária de uma moeda desvalorizada que influencia valores de vários produtos compostos por matérias-primas importadas, ou seja, o seu televisor ficará mais caro. Além disso, se começarem a subir os preços de produtos como o arroz, o trigo, o pãozinho, com o real desvalorizado, não poderemos importar a preços competitivos. Se pudéssemos buscar lá fora, para contrapor a alta desses produtos no mercado interno, seria possível apagar o fogo inflacionário do mercado interno.
Mais uma vez, ao que me parece, existe nessa política do “deixa o dólar rolar” uma pressão de incompetentes indústrias nacionais que jamais investiram pesado na  modernização, mas sempre almejaram a desvalorização da moeda como forma de resolver seus problemas. Ademais, essas mesmas empresas nacionais que detestam a economia de mercado modernizando seu parque fabril para se tornarem mais competitivas, foram, com certeza, as maiores financiadoras das campanhas eleitorais e agora cobram seu preço, apregoando a desvalorização da moeda.
Portanto, quais são os elementos de freio da inflação e do desenvolvimento da economia num país desacreditado com uma indústria sucateada? Exportar mais num mercado internacional debilitado apenas através da desvalorização da moeda? Eu não tenho essa resposta. A única coisa que sei, como um palpiteiro em economia, é que, no momento em que os pobres deste Brasil perceberem que há menos dinheiro no bolso, mais desemprego, e menos regalias eleitoreiras, tudo mundo poderá ir para as ruas, mas provavelmente nem isso resolveria, pois no Brasil, bom mesmo é ir para a rua em bloco carnavalesco. Afinal, estamos no Brasil, o país do “o petróleo é nosso”, da frase “a Petrobras é o futuro”, e da corrupção das teorias econômicas sem nenhuma lógica monetária.
 
*Fernando Rizzolo é Advogado, jornalista, mestre em Direitos Fundamentais, membro efeivo da Comissão de Direitos Humanos OABSP

Os artigos publicados com assinatura não representam a opinião do Portal Pantanal News. Sua publicação tem o objetivo de estimular o debate dos problemas do Pantanal do Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, do Brasil e do mundo, garantindo um espaço democrático para a livre exposição de correntes diferentes de pensamentos, idéias e opiniões.    

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